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Especiais Selectus nº 5937

Consumo de lácteos: Quanto influenciam as Fake News?

Consumo – Nicolás Pizarro, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária de Remehue no Chile, e especialista em inocuidade alimentar, analisa a incidência de algumas informações que induzem a eliminar estes produtos da dieta.

Fonte: Mundo Agropecuario – Tradução livre: Terra Viva
Consumo de lácteos: Quanto influenciam as Fake News?

Por alguns anos nos fizeram acreditar que a margarina era mais saudável do que a manteiga e que os lácteos eram prejudiciais à nossa saúde. A esses mitos, hoje se somam outros questionamentos como “o leite produz catarro e asma”; “o leite de vaca é para os bezerros e não é adequado para os humanos”.

Diante dessa situação, cientistas de todo o mundo se ocuparam em derrubar os mitos sobre as consequências negativas dos lácteos e mantêm firme a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de consumir 3 porções diárias de lácteos em uma dieta equilibrada.

Por seu elevado valor nutricional, advertem que a eliminação ou restrição destes alimentos em nossa dieta, sem a existência de circunstância que justifiquem como alergias alimentares e outras, pode ter repercussões negativas para a saúde.

É possível saber quanto essas informações falsas, ou “Fake News” influenciaram no consumo de lácteos?

O Consórcio Leiteiro, organização que busca articular toda a cadeia láctea do Chile, afirma que “ainda que não seja possível saber exatamente quanto esta contrapropaganda afeta o consumo de lácteos, como instituição criamos o programa denominado “Gracias a la Leche”, que busca informar sobre as propriedades do leite e seus derivados e a importância do consumo diário em todas as etapas da vida”.

Os dados do Departamento de Estatísticas (Odepa) mostram que o consumo per capita de produtos lácteos a nível internacional cresce de forma constante nas últimas décadas. Entre 2009 e 2018 a taxa média anual subiu 0,9%, chegando a 113,7 litros per capita/ano. No mesmo período a população mundial cresceu a uma taxa de 1,2%, o que é algo maior do que o crescimento do consumo.

Segundo o trabalho da OCDE-FAO: Perspectivas do setor lácteo para 2019-2028, o consumo global de produtos lácteos frescos e processados deverá aumentar 2,1% e 1,5% ao ano, respectivamente, e este maior consumo estará sendo liderado pelos países em via de desenvolvimento, nos quais também haverá crescimento da população.

No Chile, o consumo de lácteos hoje é cerca de 150 litros per capita/ano, existindo também um importante comércio exterior de produtos derivados do leite de vaca.

Quanto à produção, no período de 2004 a 2019, houve crescimento de 1.897 para 2.321 milhões de litros, o que representa uma taxa anual de 1,4%. O ponto mais alto da série ocorre em 2014, com 2.486 milhões de litros, havendo queda ou estabilização nos quatro últimos anos. Em 2019, a captação caiu 1% em relação ao ano anterior. A captação em indústrias maiores caiu 1,4%, enquanto nas indústrias menores cresceu 3%.   

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