Argentina – O setor lácteo antes e depois da pandemia
Leite/AR – O Movimento CREA da Argentina realizou uma videoconferência para falar sobre o que virá para o setor lácteo da Argentina. O encontro teve representantes da indústria de laticínios e foi convocada a Câmara de Intercâmbio Leiteiro (MIL) e o Grupo de Ação Leiteiro (GAL), com apoio do departamento de Leite do CREA.

A primeira apresentação foi de Jorge Giraudo, diretor executivo do Observatório da Cadeia Láctea da Argentina (OCLA). Segundo publicado por TodoAgro, os dados são contundentes para explicar que no primeiro semestre de 2020 foi constatado o excesso de oferta, assentada no maior estoque de produtos elaborados (+13%), atenuado no primeiro trimestre pela compras de pânico no início da quarentena, e as exportações elevadas.
Queda das Exportações
Giraudo disse que as exportações vão caindo no segundo trimestre de 2020, e projeta que no segundo semestre, a produção poderá subir menos intensamente, +2% no pico de produção em outubro, e uma preocupante baixa no consumo doméstico como reflexo da queda do Produto Interno Bruto (PIB), e recessão que será ajustada pela quantidade ou pelo preço, além da queda adicional da demanda (em especial do Brasil, Argélia e Rússia) e o câmbio efetivo.
Também avaliou que o setor lácteo argentino pode fazer muitas coisas, mas, sobretudo, se aprender o que fizeram outros países de leiteria forte – entender e assumir as limitações financeiras, dimensionado de maneira correta os diferentes cenários e com base neles, reforçar o trabalho em conjunto de toda a cadeia. Fechou sua apresentação destacando que para ele “existe muito conhecimento, falta apenas decisão”.
















