Baixa oferta e demanda firme elevam preços dos lácteos
Preços dos lácteos - Desde o início do Covid-19, em fevereiro de 2020, os preços de leite e derivados registraram importante valorização. A maior alta no período foi do leite no mercado Spot (comercializado entre empresas) em função da baixa disponibilidade neste período de entressafra e recuo nas importações.

Essa alta no Spot foi observada também nos preços de atacado de derivados lácteos. Isso reflete não apenas a baixa oferta de leite, mas também indica uma demanda firme, sustentada pelos auxílios financeiros governamentais e uma população consumindo mais derivados lácteos dentro dos lares. Mesmo o queijo muçarela, cujo preço foi fortemente afetado pelas restrições de abertura dos canais food service vem registrando valorização desde meados de maio.
O leite UHT também apresentou importante elevação, mas com as cotações perdendo força na última semana, devido a menor absorção dos preços pelos consumidores. O mesmo aconteceu com o leite em pó em sachê. Já o leite em pó industrial, segue com preços em alta.
No mercado de insumos, o farelo de soja segue com preços em patamar mais elevado devido à baixa oferta, exportações e a desvalorização cambial. Já o milho, registrou queda de preços em relação a fevereiro, mas na última semana voltou a subir seguindo a desvalorização do real.
















