Argentina – As indústrias repetirão o preço de maio, em junho
Preços/AR – As principais empresas de laticínios da Argentina, referências para o preço do leite ao produtor confirmaram que o preço do leite que está sendo captado em junho será o mesmo que pagaram pelo leite de maio.

O sistema de compra e venda de leite na Argentina é bastante peculiar. Ao tratar-se de um setor que produz 80% do leite para o mercado interno, e o restante para o mercado internacional, nunca fica de forma clara como é a fórmula que permite conhecer o preço ao produtor antecipadamente e no geral – salvo produtores com alto poder de negociação – o preço é o pago pela indústria no mês seguinte ao que o leite foi entregue.
Em tempos de pandemia e multiplicação de rumores, como este mês de junho de 2020, nunca foi tão difícil projetar a evolução do valor, levando em conta que a indústria destaca – extraoficialmente – a necessidade de reduzir os preços já que o mix do mercado interno (principalmente dos queijos de grande consumo) vem caindo em percentuais idênticos ao principal produto de exportação – o leite em pó integral (WMP).
Junto a isso, o forte crescimento da produção é outro elemento que força para baixo, já que de acordo com Observatório da Cadeia Láctea haverá um incremento de 500 a 800 milhões de litros, e não existe mercado que absorva – com valores sustentáveis – essa produção extra.
Assim foi que em junho La Serenísima se antecipou e anunciou que não baixará. Foi seguida pela Punta del Agua. Depois dessas decisões e embora caminhoneiros e compradores de matéria-prima anunciem, por telefone, baixas, a Saputo, a Danone e outras empresas anunciaram que não baixarão os preços, repetindo em junho os preços de maio.
As exceções parecem ser de algumas bacias que haviam elevado os preços para AR$ 20 o litro, que estão trabalhando no prejuízo e também queda na compra do leite de terceiros. O que acontecerá o leite de julho? “Só o tempo dirá”, disse um representante das pequenas empresas da bacia Vila maria.
















