Débil demanda chinesa: Nova Zelândia encontra novos mercados
Demanda chinesa – Nos dois primeiros meses do ano, a demanda chinesa de produtos lácteos continua alinhada com os últimos meses de 2022, ou seja, mais fraca em relação ao ano passado, em decorrência dos elevados preços e o crescimento da produção na China (+6,8% em 2022, na comparação com 2021).

Mesmo em janeiro, quando tradicionalmente existe o incentivo de importação com tarifa zero, os números não mostram grandes quantidades importadas.
Em janeiro e fevereiro de 2023 houve queda de 30% nas importações chinesas, em relação ao mesmo período de 2022.

Os dados apontam variações entre os produtos: Soro de leite em pó (+61,5%), procedentes dos Estados Unidos da América (EUA) e União Europeia (UE) e queijos (+48,8%) oriundos da Nova Zelândia. As importações de manteiga e creme, cujas projeções indicavam manutenção da tendência positiva de 2023, registraram quedas de -22% e -40%, respectivamente (janeiro-fevereiro de 2023 x janeiro-fevereiro de 2022). Quanto aos leites em pó, enquanto a importação de leite em pó integral (WMP) despencavam, as importações de leite em pó desnatado (SMP) procedentes da Nova Zelândia subiam, +43% (12.000 toneladas a mais) em fevereiro de 2023 em relação a fevereiro de 2022.
A quebra da demanda chinesa refletiu na tendência de queda do GlobalDairyTrade (GDT), de 21 de março, quando o evento encerrou com -2,6% de redução em relação ao GDT anterior.
As exportações de produtos lácteos da Nova Zelândia, ao contrário, registraram tendências positivas, e aumentaram 5,8% nos dois primeiros meses de 2023 em comparação com o mesmo período de 2022, impulsionadas pela recuperação da produção de leite (+1,7% janeiro-fevereiro de 2023 x janeiro-fevereiro de 2022) e a queda dos preços iniciada em agosto de 2022, que permitiu as exportações da Nova Zelândia chegarem a outros países compradores, além da China.

Os dados mostram aumentos nas exportações de manteiga (+7,2%) particularmente para a Austrália, México e Coreia do Sul; os Queijos (+19,6%) foram para a China, Japão e Coreia do Sul, o SMP (+68,4%) para a China, Indonésia e Vietnã. Já as exportações de WMP registraram queda de 11,5%, devido principalmente às menores compras da China, mesmo com maiores quantidades vendidas para a Argélia e Emirados Árabes Unidos.

As importações de fórmulas infantis pela China aumentaram 37,3% em relação a fevereiro de 2022. A maior parte procedente da Holanda.
















