Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Especiais Selectus nº 6573

Argentina – A falta de alimentação pode fazer a produção de leite cair de 20% a 35% este ano

Produção/AR – Uma análise realizada pelo consultor do setor lácteo, Marcos Snyder, uma das referências do setor na Argentina, expôs a possibilidade de que diante da intensa seca que atravessa o país a produção de leite possa cair de 20% a 35% em 2023, em relação aos 10,5 bilhões de litros recebidos no ano anterior. Isto seria o equivalente a todo o excedente de leite utilizado para exportação.

Fonte: Fonte: Bichos de Campo – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Julián Amé on Unsplash
Argentina – A falta de alimentação pode fazer a produção de leite cair de 20% a 35% este ano

A análise vincula a produtividade das vacas com sua alimentação, que está severamente ameaçada não somente pela falta de pastagens e matéria verde, mas também, diz Snyder, pela impossibilidade de muitos produtores de fazer silos de milho.

“A silagem de milho é a ferramenta mais poderosa que o produtor de leite tem para aumentar a produção. Diante da necessidade de aumentar a carga animal, os produtores foram aumentando a superfície plantada de milho para ensilar, reduzindo a área de pastagens. O milho é o cultivo que mais matéria seca digestível produz por hectare e ao colhê-lo o aproveitamento da forragem passa de 60% das pastagens para 90% do silo”, lembrou o especialista.

O consultor construiu gráficos com a curva de produção de silagem de milho nos últimos anos. O primeiro deles mostra a evolução dos cultivos para ensilar. O segundo mostra como caíram as ofertas destes mesmos cultivos em meio à esta feroz seca.

Argentina – A falta de alimentação pode fazer a produção de leite cair de 20% a 35% este ano
Argentina – A falta de alimentação pode fazer a produção de leite cair de 20% a 35% este ano

“Combinando a informação de ambos os gráficos podemos fazer uma aproximação das toneladas de reservas em 2023 que teremos conhecimento dentro de uns 15 ou 20 dias”, disse Snyder, ao prever queda de 43% no volume deste tipo de reservas de alimentos para as vacas em relação ao ano anterior.

Foi neste ponto que o profissional avaliou: “a coisa será grave, muito grave. Não sabemos quantas fazendas continuarão produzindo leite já que o faturamento irá despencar em um cenário de custos crescentes”. “Fazendo as contas, calculamos que em 2023 a produção de leite da Argentina poderá cair entre 20% e 35%, bastante pior do que em 2016”, quando houve uma grande queda, avaliou Snyder.

“Existem opções? Snyder pergunta e logo responde que a única solução visível é “que comece a chover para plantar culturas e pastagens, sendo necessário plantar mais para compensar a perda de silo, e esperar que o clima permaneça favorável, sem muito barro e nem muito frio, com boas produções de pastagens”.

Nas últimas horas foram divulgados os preços do leite: 74 pesos por litro do leite entregue pelo produtor em fevereiro.

Para Snyder, este valor é insuficiente para enfrentar os custos maiores da alimentação. “É imperativo também que a relação de preços relativos do leite com os concentrados se normalize, e que com 1 litro de leite se possa comprar 2 quilos de milho novamente... e que haja milho para dar às vacas”.

Acesse aqui a matéria na íntegra

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients