Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Especiais Selectus nº 6572

Argentina – Derrubando mitos: NASA confirmou que a pecuária argentina não polui

Mapa Verde – Nos últimos anos, a atividade pecuária ao nível global foi acusada em reiteradas ocasiões de gerar impacto ambiental negativo, a partir da emissão de dióxido de carbono (CO2).

Fonte: Fonte: infocampo – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Argentina – Derrubando mitos: NASA confirmou que a pecuária argentina não polui

Mas um estudo, da NASA, a Agência Espacial estadunidense, jogou por terra estas afirmações e demonstrou que a Argentina é um dos poucos países do mundo com balanço positivo de carbono.

Segundo explicaram Adrián Bifaretti e Eugenia Brusca, do Instituto de Promoção da Carne bovina Argentina (Ipcva), o enfoque tradicional para medir esta variável parte da medição do CO2, baseado na contagem e estimativa da quantidade emitida deste gás.

Como se chegou a esta conclusão? Um estudo publicado na Earth System Science Data utilizou medições realizadas pela missão Orbiting Carbon Observatory-2 (OCO-2) da NASA. O trabalho apresenta uma nova perspectiva, ao fazer um acompanhamento tanto das emissões de combustíveis fósseis como as mudanças totais das “reservas” de carbono de ecossistemas, incluindo árvores, arbustos e o solo.

Balanço positivo

A principal característica da Argentina é ser um dos poucos países que aparece com balanço positivo, a partir da captura de carbono em bosques, árvores e pastagens. No trabalho foram englobadas com o nome de “terras de pastagens”.

Argentina – Derrubando mitos: NASA confirmou que a pecuária argentina não polui

Para o Ipcva, a pecuária nacional “é parte do ecossistema natural e constitui uma das atividades que leva o agro argentino a ser um ator essencial na elaboração da fotossíntese e a recuperação do CO2 da atmosfera no ciclo natural do carbono”. 

Bifaretty e Brusca detalharam que os recursos forrageiros consumidos pelos bovinos capturam do ar o CO2, como parte do ecossistema natural através da fotossíntese. “O metano emitido é o composto carbono do pasto consumido e sua permanência na atmosfera seria de 10 a 12 anos”, explicaram. Cumprido esse tempo, o metano se transforma em água e dióxido de carbono, que é absorvido naturalmente através da fotossíntese das pastagens e vegetação natural. “É assim como o ciclo se repete uma e outra vez..., é natureza pura”, afirmaram.

A cor verde do mapa elaborado com dados da NASA encaixa perfeitamente com os sistemas de produção do nosso país. Neste ponto, o instituto explica que se compara com outros sistemas pecuários – mais industrializados e intensivos – o rebanho argentino conta com uma alimentação baseada em baixa utilização de insumos, agroquímicos e fertilizantes químicos.

“Por outro lado, a pecuária argentina é uma das poucas atividades que permite a transformação de proteína vegetal não apta para o consumo humano, em proteína animal de alto valor biológico indicado para o consumo humano”, explicaram, acrescentando: “Se os sensores da NASA conseguirem trabalhar de forma mais acurada, ocorrerão importantes avanços que serão chaves para verificar que países cumprem com os compromissos firmados na COP 21 e posteriores”. Com esta evidência, afirmaram que não se deve continuar dizendo que a pecuária é causadora do aquecimento global e das mudanças climáticas.

Acesse aqui a matéria na íntegra

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients