As exportações brasileiras de produtos lácteos continuam caindo na comparação interanual
Exportações – As exportações brasileiras de produtos lácteos NCM 04 no mês de fevereiro de 2023 caíram na comparação com fevereiro de 2022 (-46,7% e -51,5%), em valores e volumes, respectivamente.

Em relação ao mês anterior, houve aumento de 2,2% em dólar, mas queda de 5,2% em volume.

A retração em relação ao ano passado é de responsabilidade do fraco desempenho das exportações de produtos NCM 0402, especialmente leite em pó integral, que foi apenas 3,4% do valor exportado em fevereiro de 2022.

Um dos piores resultados para os primeiros dois meses da última década, superando apenas os fracos desempenhos de 2018, 2019 e 2021.
Em dólares, os queijos tiveram resultados praticamente estáveis na comparação com fevereiro de 2022, mas subiram 46,7% em relação ao mês anterior. Em volume houve queda de 35,3% quando comparado com um ano antes, subindo, no entanto, 32,9% em relação a janeiro de 2023.

E mesmo tendo o segundo melhor desempenho para um primeiro bimestre do ano, desde 2010, os queijos não conseguiram melhorar a balança comercial brasileira de lácteos.

No acumulado do ano, aparece o colapso das exportações de leite em pó integral.

Acompanhando o desempenho das exportações de lácteos NCM 04 desde 2013, pode-se observar que o resultado dos dois primeiros meses de 2023, está apenas acima dos fracos desempenhos registrados de 2018 a 2021, em valores.

Quanto aos destinos de nossos produtos, os Estados Unidos da América (EUA) foram responsáveis por 18% das divisas com lácteos e 14% do volume embarcado. Compram de tudo um pouco, exceto leitelho. O Uruguai é nosso segundo importador, em volume, (13%), mas apenas o oitavo em divisas, indicando a fraca exportação de valor agregado de nossos produtos lácteos. Das 599 toneladas enviadas para o Uruguai, 449 toneladas foram de leites e cremes fluidos, ao preço médio de US$ 0,67/kg. Em dólares, o segundo importador de produtos lácteos do Brasil é o Chile (9%); terceiro a Argentina (8%), e quarto Rússia (8%).

















