NZ – A produção de leite continua sob pressão
Produção/NZ – O final do ano de 2022 significa que um ano calendário foi completado na produção de leite da Nova Zelândia, embora seja pouco relevante no ciclo sazonal do leite no país. É, no entanto, um momento importante para fazer uma análise do comportamento geral da produção de leite.

Em todo o ano de 2022, a produção de leite, em quilos de sólidos (kgMS) foi 3,5% inferior em relação ao ano de 2021, e 3,8% menor em volume, na mesma comparação, que representaram 66.181.000 kgMS (-3,5%), e 835.000 toneladas (-3,8%). Fica evidente que a produção de leite na Nova Zelândia (NZ) permanece sob pressão.
Este resultado já incluiu a produção de dezembro que registrou números positivos, +0,6% de crescimento, que corresponderam a 1.209.000 kgMS a mais. Com as condições de tempo mudando rapidamente de uma primavera melancólica, úmida e fria para um início de verão quente e molhado, era de se esperar que a produção superasse a temporada anterior. Ainda assim, o ganho de 0,6% foi surpreendente levando em conta o quão ruim começou a temporada. Um rebanho menor de vacas leiteiras e pressões negativas desafiam os agricultores.
Embora produtores de muitas regiões estivessem relatando um cenário positivo durante o mês, e em diversos casos superando a produção de dezembro de 2021, persistiram relatos de condições desafiadoras em outras áreas para cultivos. A colheita de milho foi prejudicada pelo excesso de umidade no início da primavera, e os agricultores de Waikato esperam que haja impacto na produtividade. Além disso, as pastagens de Waikato também sofrem com o excesso de umidade no solo e falta de luz solar para o crescimento.
Janeiro tem sido uma continuação de dezembro, com as chuvas contínuas em Waikato e no restante da Ilha Norte. As chuvas em janeiro deste ano, na Ilha Norte, estão 400% acima dos volumes registrados em janeiro do ano passado, afastando a possibilidade de seca. No entanto, a falta de chuvas está no radar da Ilha Sul. As previsões indicam repetição das condições do ano passado, colocando sob pressão o crescimento das pastagens.
Em suma, a Ilha Norte está mais úmida do que o normal, enquanto a Ilha Sul está mais seca do que o normal, e consequentemente, as condições para produção de leite no norte estão melhores que o normal e no sul os resultados devem ser piores. Embora a seca esteja se espalhando em Canterbury, na Ilha Sul, por enquanto a produção de leite ainda não foi afetada. Assim sendo, tomando como base dezembro, a expectativa é de que a produção de leite em janeiro também fique positiva, podendo ser 1,3% superior à registrada um ano atrás, ou seja, 201 milhões de kgMS.
A previsão para 2022/23 é de -1,3% em relação a 2021/22. Minha avaliação, no entanto, é de que possa cair até -2,85%, uma vez que está sendo superestimada a produção no final da estação. É preciso levar em consideração, que no acumulado, até o momento, a queda é de -2,1% em relação ao mesmo período anterior.
De acordo com as expectativas, a produção de fevereiro crescerá em relação ao mesmo mês de 2022. Isso porque a base é muito fraca, e as condições atuais são boas. Varia, no entanto, o percentual projetado que vai de +0,1% a +7,2%, e eu, particularmente, ficaria com +5%.
















