O valor das importações brasileiras com produtos lácteos subiu 84% em 2022, na comparação com 2021
Importações – No mês de dezembro as importações brasileiras de produtos lácteos NCM 04 o valor aumentou 84% em relação ao mesmo mês do ano passado, e 69% em volume.


Em relação ao mês de novembro de 2022, as importações de dezembro de 2022 caíram em valores, mas aumentaram em volume.

Esse movimento foi provocado pela substituição de parte das compras de leite em pó integral por leite em pó desnatado e soro de leite, que são produtos de menor valor de mercado.

No acumulado de 2022, o valor das importações subiu 48,5% e o volume, 23,9%, em comparação com 2021.

Foi o maior valor com importações de produtos lácteos dos últimos dez anos.

As compras de produtos lácteos NCM0402 foram as responsáveis pelos valores gastos com a rubrica, superando o recorde anterior de 2016.

Os gastos com queijos (NCM0406) também contribuíram para o resultado de 2022. Chegaram muito próximos do valor recorde de 2013.

Não houve correspondência das importações de Queijos em dólares, com equivalente litros de leite internalizados em 2022. É fato que foi o maior volume desde 2017, mas ficou longe de alcançar o recorde de 2016.

No mês de dezembro, os principais fornecedores de produtos lácteos para o Brasil foram Argentina e Uruguai. Ocuparam 89% do mercado importador brasileiro, e juntos com o Paraguai, totalizaram 95% de nossas importações.

No acumulado do ano, também os três países do Cone Sul foram responsáveis por 95% das importações totais, embora a participação do Uruguai, em termos percentuais, tenha sido menor (31%) na média anual, em relação à fatia de dezembro (43%).

O volume importado dos três países do Cone Sul, em 2022, chegou a 96%.

Argentina e Uruguai enviaram para o Brasil, no ano passado, principalmente leite em pó e queijo.
















