Déficit da balança comercial de novembro é o dobro do registrado em novembro de 2021
Balança comercial – As importações brasileiras de produtos lácteos no mês de novembro registraram a segunda queda consecutiva, em US$ e são as maiores para o mês, dentro do período selecionado.

Ainda faltando o mês de dezembro, 2022, já é o terceiro ano com o maior valor gasto com importações desde 2012 e apenas o 7º em divisas geradas com as exportações de produtos lácteos.

O crescimento das compras de produtos da categoria NCM0402 foi o principal responsável por esse desempenho, e vai de encontro com os números apresentados pelo setor lácteo nos últimos anos.

Os últimos dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), correspondentes ao terceiro trimestre de 2022, mostram que já são 16 meses consecutivos em que a aquisição de leite pelas indústrias cai em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em um primeiro momento as indústrias lutam com a falta de leite para abastecimento do mercado interno, e, posteriormente com a impossibilidade de gerar excedentes exportáveis.

Acumula-se a isso, o fraco crescimento econômico decorrente de problemas da pandemia e geopolíticos, que causam a perda de renda da população e a retração do consumo. Esse quadro impede que as indústrias repassem aos consumidores o aumento de seus custos, entre eles o preço do leite ao produtor.
Então, em um efeito dominó, a indústria reduz o preço do leite, que impossibilita o produtor de arcar com a inflação dos insumos, e que, consequentemente, reduz a produção.
Assim, a balança comercial brasileira, além do déficit em dólares, -US$ 538 milhões no ano, 51% a mais na comparação com janeiro a novembro de 2021, também acumula déficits em equivalente litros de leite.
















