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Especiais Selectus nº 6506

O estratégico acesso dos lácteos uruguaios ao Líbano

Líbano – Considerando que haverá menor produção e exportação de lácteos europeus, a recente melhoria nas condições de acesso dos produtos uruguaios ao mercado libanês é considerada “estratégica” por Juan Daniel Vago, presidente do Instituto Nacional do Leite (Inale), levando em conta que a União Europeia fornece 95% dos lácteos comprados pela República do Líbano.

Fonte: Fonte: El Observador – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Ernesto Velázquez on Unsplash
O estratégico acesso dos lácteos uruguaios ao Líbano

Vago explicou que o mercado libanês estava aberto, mas possui certificações sanitárias genéricas. Inclusive foram exportados para este destino manteiga e queijo, ainda que em volumes pouco relevantes. O que agora se conseguiu – como ocorreu antes com a Arábia Saudita – é adotar a habilitação de certificações sanitárias bilaterais para os lácteos, “o que permite um fluxo comercial muito mais fácil do que com base nas certificações genéricas”.

Vago ressaltou que o Líbano (no oeste asiático, fazendo fronteiras com Israel, Síria e a costa do mar Mediterrâneo) integra um conjunto de nações caracterizadas por um alto consumo de produtos lácteos, “de todos os tipos”.

“O Líbano tem 6,7 milhões de habitantes, importa leite em pó integral, queijos, leite em pó desnatado e fórmulas infantis. Praticamente não produz leite, e importa US$ 140 milhões em produtos lácteos por ano”, explicou.

Acrescentou que existem dois fatores que geram uma oportunidade para países exportadores de lácteos de alta qualidade, como o Uruguai: o consumo interno está ocidentalizando, o que leva a um maior uso de leite e produtos elaborados com leite na cesta de alimentos local, e a Europa está produzindo menos devido às restrições ambientais e portanto, diminuindo as exportações. “A Europa está passando por mudanças”, destacou.

Vago comentou que no início de dezembro participará, como representante do Inale, de um fórum em Marrocos, que permitirá conhecer melhor mercados de países como Líbano e outros da região.

O presidente do Inale disse também que esta melhora no acesso ao mercado libanês estabelece uma estratégia do setor agroindustrial de lácteos do país, para obter um melhor posicionamento nos mercados, mas também para outros produtos exportáveis do Uruguai. 

Realizada a missão oficial, agora é a hora do trabalho do setor privado para, se for o caso, abastecer esse mercado.

Segundo anunciado pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP), o mercado libanês de produtos lácteos foi habilitado no dia 10 de novembro passado.

Após o estabelecimento dos certificados sanitários por ambas autoridades competentes, o Uruguai ficou habilitado a exportar produtos tais como: leite em pó, leite UHT, leite condensado, queijos frescos, entre outros.

Exportações: 26% mais Durante o ano de 2022 o Uruguai exportou US$ 764,6 milhões de produtos lácteos (leite em pó integral e desnatado, queijos e manteiga), com crescimento de 26% em relação a igual período de 2021.

Cerca de 24% dos lácteos exportados tiveram como destino a Argélia. O Brasil ficou com 23%, a China com 15%, a Rússia 5%, e Cuba 3%. Os outros 30% foram para muitos outros destinos.

A Argélia é o principal destino para o leite em pó integral (31%) e desnatado (48%); o Brasil é o principal comprador de queijos (22%) e a Rússia comprou 35% da manteiga exportada.   

Acesse aqui a matéria na íntegra

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