As importações brasileiras de produtos lácteos ultrapassam US$ 100 milhões pela 1ª vez
Importações – As importações brasileiras de produtos lácteos NCM 04, no mês de setembro de 2022, aumentaram 177% em relação ao mesmo mês do ano passado, e 7% na comparação com o mês anterior.


São os maiores gastos com importação de lácteos em um único mês, desde o início da série histórica, em 2006, e pela primeira vez ultrapassa os US$ 100 milhões. No acumulado do ano, o crescimento é de 31,2%.

Os valores foram puxados pelas compras de leite em pó (NCM 0402), que subiram 286% em relação ao ano passado, e no ano o crescimento é de 41% na comparação com o mesmo período de 2021.

Os Queijos (NCM 0406) também tiveram um aumento considerável, +56,8%, em comparação com setembro de 2021. No acumulado do ano, os gastos com as importações de queijos já são 25% superiores em relação ao mesmo período de 2021.

No mês de setembro, as importações foram lideradas pelos produtos NCM 0402. Da Argentina vieram 8.478 toneladas de produtos ao custo de US$ 36 milhões, que embora tenham sido menores do que os valores de agosto (US$ 39 milhões) teve aumento de 244% em relação aos US$ 10 milhões gastos em setembro de 2021. Foram enviadas para o Brasil, 8.286 toneladas de produtos NCM 0402 do Uruguai no valor de US$ 34,6 milhões. A Argentina também enviou para o Brasil 3.485 toneladas de Queijos ao custo de US$ 17 milhões. Neste quesito o Uruguai é mais modesto: recebemos 551 toneladas pelo preço de US$ 2,6 milhões.

No acumulado do ano o predomínio do mercado brasileiro é da Argentina e Uruguai.

O leite em pó integral teve o maior crescimento das importações em valores no acumulado do ano, 49%, embora tenha crescido no período, apenas 16,2% em volume, mostrando o grande aumento de preços.
A média dos preços do leite em pó integral nos nove primeiros meses de 2021 foi de US$ 3.314/tonelada, enquanto, que este ano, neste mesmo período, o valor está em US$ 4.247/tonelada.

















