FIL/IDF publica novo boletim revisando a metodologia da pegada de carbono global da indústria de laticínios
Pegada de carbono – O boletim da Federação Internacional do Leite/International Dairy Federation (FIL/IDF) 500/2002 é uma atualização da metodologia da Pegada de Carbono Global IDF para o setor lácteo.

A nova metodologia foi apresentada em uma sessão especial durante a World Dairy Summit 2022 (WDS 2022) em Nova Delhi, na Índia. O objetivo deste boletim é divulgar a metodologia revisada da Pegada de Carbono da FIL/IDF com a intenção de criar um Padrão Global para a avaliação do ciclo de vida (LCA) que possa auxiliar a indústria de laticínios em seus esforços para redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) em toda a cadeia de valor.
Desde a assinatura da Declaração de Roterdã para os Laticínios, em 2016, pela FIL/IDF e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), há um forte compromisso para mitigar as mudanças climáticas e ter as ferramentas para calcular as emissões passou a ser fundamental para isso. Como Diretora Geral da FIL/IDF, Caroline Emond disse no Prefácio do Boletim: “Não podemos reduzir o que não podemos medir”. Portanto, este padrão global IDF Carbon Footprint para a indústria de laticínios é um documento de fundamental importância para o setor, para entender as fontes e o perfil das emissões de GEE nas regiões produtoras de leite do mundo e adotar ações direcionadas para mitigá-las à medida que o setor progride em sua jornada à Emissão Líquida Zero. A revisão da metodologia foi desenvolvida pela FIL/IDF para ser usada pela pecuária leiteira e pela indústria de laticínios, assim como por qualquer pessoa comprometida em avaliar a pegada de carbono e seu sistema de produção e produtos usando a abordagem LCA.
A revisão foi realizada pela Equipe de Ação LCA da FIL/IDF, integrada por 50 especialistas de 17 países, que utilizaram as mais recentes descobertas científicas e as melhores práticas disponíveis.
“Ter um rigoroso método para quantificar as emissões de GEE é importante para reduzir as emissões e para atingir os objetivos do setor e obter Emissão Líquida Zero. Continuaremos o trabalho em vários tópicos relacionados à LCA à medida que a ciência evoluir”, afirma a Equipe de Ação LCA da FIL/IDF.
A atualização contém alterações em algumas áreas chave apoiada em fortes evidências científicas para assegurar o mais alto grau de consistência e permitir a comparação com versões anteriores e revisões subsequentes.
A primeira metodologia LCA para o setor de laticínios foi desenvolvida e publicada em 2010 pelo Comitê Permanente do Meio Ambiente da FIL/IDF (SCENV) com a participação ativa da FAO e da Plataforma da Iniciativa para Agricultura Sustentável (SAI Platform), e desde então foi continuamente revista e revisada por nossos especialistas para refletir a evolução da ciência. Como consequência, uma versão atualizada do boletim foi publicada em 2015 e uma outra em 2020. Esta nova edição é reflexo da evolução do setor e de suas práticas.
Esse guia é fundamental para apoiar o setor lácteo tanto para quantificar os impactos e sua evolução, bem como é importante para alinhar a linguagem em torno das emissões de GEE para possibilitar o compartilhamento de aprendizados sobre a mitigação e oportunidades com outros integrantes do setor.
“Estamos convencidos de que toda a Cadeia de Valor do Leite irá se beneficiar com esta revisão, o que irá também contribuir para as Ações do Clima e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”, concluiu Caroline Emond.
A FIL/IDF também lançou um Boletim com Diretrizes para o Sequestro de Carbono
Antes da publicação da nova metodologia LCA, a FIL/IDF emitiu um boletim para calcular o sequestro de carbono na pecuária, em seus diversos sistemas. Esse guia fornece ao setor uma abordagem científica apropriada para quantificar o sequestro de carbono como parte do Cálculo da Pegada de GEE. A nova metodologia é resultado de quatro anos de trabalho colaborativo de organizações da pecuária leiteira e de corte. O objetivo do projeto foi desenvolver um método que, por meio de quantificação apoie e incentive os produtores na implementação de práticas que promovam o sequestro de carbono e, assim, mitigar as mudanças climáticas. “Como a FIL/IDF é uma organização parceira e fundadora da iniciativa Caminhos do leite para Emissões Zero, queremos assegurar que a FIL/IDF desempenhe o seu papel de fornecer ao setor lácteo conhecimentos e ferramentas em apoio ao ambicioso compromisso assumido em setembro de 2021”, assegurou Caroline Emond.
















