USDA - A produção de leite na Nova Zelândia em queda compromete a renda do produtor
Leite/Oceania – A Austrália continua enfrentando o desafio da queda da produção de leite. Atrás disso está a escassez de mão de obra para trabalhar nas fazendas e nas indústrias. São produtores reduzindo o número de vacas ou abandonando a atividade.

A situação vai ficando bastante peculiar, à medida que cresce a concorrência das indústrias pelo leite, diante do déficit da oferta de matéria prima. O recente recorde do aumento do leite pegou muitas indústrias de surpresa e é uma situação preocupante. Alguns avaliam que é um grande risco, pois aumentam os custos junto com o desaparecimento das margens. De acordo com esta abordagem, e já que as exportações australianas de produtos lácteos não são as impulsionadoras do setor de laticínios, o consumidor doméstico é que deve arcar com os custos, complicando ainda mais a situação do leite. Além do mais, houve perda do mercado exportador no acumulado do ano, adicionando mais pressão sobre a cadeia do leite.

Na Nova Zelândia, enquanto a produção cai, os custos nas fazendas continuam comprometendo o faturamento e corroendo o aumento do preço do leite ao produtor.
Especialistas indicam que as despesas operacionais das fazendas leiteiras, incluindo juros, aluguéis e impostos, são 22% superiores às da temporada de produção de leite de 2021.
A reação ao preço fixo do leite (FMP) introduzido recentemente pela grande indústria neozelandesa, [Fonterra], para seus fornecedores, provavelmente levará a uma grande adesão, como aconteceu em julho, para se protegerem da volatilidade do mercado.
Enquanto isso, os produtores se preparam para o período de parições, planejando o manejo da ração escassa junto com pastagens de má qualidade. A escassez global de transporte de carga dificulta a entrada de produtos no país.
De outro lado, as preocupações da China acerca do registro de febre aftosa (FMD) dentro das fronteiras da Nova Zelândia, levaram a uma suspensão temporária de algumas importações do país. Representantes da Nova Zelândia asseguram, no entanto, que o país é livre de FMD, e observaram que a suspensão de importações chinesas não inclui a indústria de laticínios.

















