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Especiais Selectus nº 6416

Exportação em queda e importação em alta aumenta o déficit comercial dos lácteos

Importações – As importações brasileiras de produtos lácteos NCM 04, no mês de junho de 2022, aumentaram 43,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, e 34,6% na comparação com o mês anterior.

Fonte: Fonte: Terra Viva com dados do MDIC/Ministério da Economia | Foto de capa; Terra Viva
Exportação em queda e importação em alta aumenta o déficit comercial dos lácteos

Foram as maiores compras realizadas no ano, embora no acumulado do 1º semestre tenham ficado abaixo dos valores registrados no mesmo período de 2021.  

Exportação em queda e importação em alta aumenta o déficit comercial dos lácteos

Em valores, os produtos NCM 0402 representaram 54,6% de todas as importações do mês de junho de 2022. Elas cresceram 43,3% na comparação com o mesmo mês de 2021, e ficaram 60,6% acima das compras realizadas no mês de maio de 2022. Ainda assim, foi o segundo menor valor gasto com produtos NCM 0402 em um 1º semestre dos últimos 10 anos.  

Exportação em queda e importação em alta aumenta o déficit comercial dos lácteos

A categoria dos queijos (NCM 0406) registrou um forte crescimento no mês de junho, tanto em valores como em equivalentes litros de leite, só encontrando desempenho similar em 2017. No acumulado do 1º semestre, é o terceiro maior valor dos últimos dez anos.

Exportação em queda e importação em alta aumenta o déficit comercial dos lácteos

No 1º semestre de 2022, apenas os Queijos frescos mostraram crescimento em relação ao 1º semestre de 2021. 

Exportação em queda e importação em alta aumenta o déficit comercial dos lácteos

No mês de junho de 2022, Argentina e Uruguai foram responsáveis por fornecer 90,7% dos produtos lácteos importados pelo Brasil. No 1º semestre, os dois parceiros do Mercosul responderam por 88,7% do mercado importador de lácteos de nosso país, aumentando a participação em relação ao 1º semestre de 2021, quando a cota de mercado dos dois países foi de 85,8%.  

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Balança Comercial

A produção de leite brasileira não está reagindo ao aumento do preço do leite. Houve queda de mais de 10% no leite captado pelas indústrias no 1º trimestre de 2022 em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Isto ocorre mesmo com a mudança de patamar no preço do leite ao produtor, que em maio de 2021 superou o limiar de R$ 2,00 o litro, não mostrando sinais de queda.  

Exportação em queda e importação em alta aumenta o déficit comercial dos lácteos

O setor lácteo está mudando de paradigmas, e reações que eram comuns para estabelecer o equilíbrio da cadeia não mais funcionam. E um desses exemplos é o aumento do preço que habitualmente incentivaria o crescimento da produção. Também a redução do consumo ensejaria queda de preços nas gôndolas e aos produtores, além de reduzir as importações.

Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) o reajuste anual do preço do leite ao produtor, entre maio de 2021 e maio de 2022, chegou a 12,4% em Minas Gerais, 11,8% em Goiás e, 6,1% em São Paulo. 

No varejo, o preço do leite teve reajuste anual de 28,2% em São Paulo; 12,0% em Belo Horizonte e 22,1% em Goiânia, reduzindo o consumo de uma população que já enfrenta inflação de 11,89% acumulada nos últimos 12 meses encerrados em junho.

Mesmo com este quadro, ainda há espaço para aumentar a importação de produtos lácteos, e reduzir as exportações.

Com isso, o déficit do comércio brasileiro de lácteos em equivalente litros de leite aumentou pelo terceiro mês consecutivo, e é o maior déficit desde novembro de 2021.

Em valores é o maior déficit desde janeiro de 2021.

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