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Especiais Selectus nº 6415

Exportações de queijo são as maiores para um 1º semestre, desde 2013

Exportações – No 1º semestre de 2022, as exportações brasileiras de produtos lácteos NCM04, em valores, subiram 24,3% em relação ao mesmo período de 2021.

Fonte: Fonte: Terra Viva com dados do MDIC/Ministério da Economia | Foto de capa: Imagem de Thanasis Papazacharias por Pixabay
Exportações de queijo são as maiores para um 1º semestre, desde 2013

Este resultado foi graças às exportações realizadas até o mês de maio. No mês de junho elas caíram quase 40% em relação ao mesmo mês do ano passado e ficaram 33% abaixo do mês anterior.

Ainda assim, representaram o quinto ano consecutivo de crescimento das exportações nos primeiros seis meses do ano.   

Exportações de queijo são as maiores para um 1º semestre, desde 2013

Os produtos da classificação NCM 0402 no mês de junho de 2022 só não foram menores do que os registradas em março deste ano. Além de representarem menos de 30% do que foi exportado no mesmo mês de 2021, caíram mais de 50% em relação ao mês anterior. No acumulado, no entanto, as vendas no 1º semestre de 2022 foram as maiores dos últimos quatro anos.    

Exportações de queijo são as maiores para um 1º semestre, desde 2013

Os queijos, NCM 0406, no mês de junho, tiveram o melhor desempenho desde 2013, em valores. Isto já havia ocorrido nos meses de janeiro e fevereiro, contribuindo para que as vendas do 1º semestre de 2022 fossem as maiores em dez anos. De acordo com as estatísticas semanais do Ministério da Economia, o preço médio de exportação dos queijos no mês de junho foi de US$ 5.399 a tonelada, superando em 13% o preço médio registrado em junho de 2021, que foi de US$ 4.773 a tonelada.   

Exportações de queijo são as maiores para um 1º semestre, desde 2013

Cabe ressaltar que em junho de 2021 o faturamento com a exportação de queijos representou 12,3% das divisas brasileiras de produtos lácteos, e pularam para 32,7% no mês passado. Em compensação, a categoria NCM 0402 que respondeu por 64,5% dos valores exportados em junho de 2021, caiu para 30% em junho de 2022.

Já no acumulado no 1º semestre, a categoria do Leite em pó (NCM0402), em termos percentuais, ficou praticamente inalterada – de 52,6% para 52,4% - de 2021 para 2022. A divergência de resultados nas duas comparações reflete o fraco desempenho da categoria no mês de junho.

Exportações de queijo são as maiores para um 1º semestre, desde 2013

A Argélia continua sendo o maior mercado para os produtos brasileiros, comprando praticamente só leite em pó. O preço médio pago pela tonelada do produto no 1º semestre de 2022 foi de US$ 3.833/tonelada. O segundo maior importador de lácteos brasileiros é Cingapura, que no 1º semestre adquiriu principalmente Queijos (NCM 0406), US$ 2.568 mil; Leite em pó (NCM 0402), US$ 1.455 mil, e Leites fluidos (NCM 0401), US$ 1.298 mil. Depois surge o Chile, que também comprou Leite em pó, US$ 3.273; Queijos, US$ 2.245 mil e Manteiga, US$ 349 mil. Estes três países, junto com o Uruguai e a Venezuela respondem por mais de 50% das exportações brasileiras, em valores. O restante vai para mais de 70 países de todos os continentes.

Exportações de queijo são as maiores para um 1º semestre, desde 2013
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