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Especiais Selectus nº 6373

EUA – Os preços do diesel atingem novo recorde, e pode faltar

Produção/EUA – Os agricultores estadunidenses estão enfrentando escassez de peças de máquinas e equipamentos, pneus e alguns insumos agrícolas.

Fonte: Fonte: Dairy Herd – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Yassine Khalfalli on Unsplash
EUA – Os preços do diesel atingem novo recorde, e pode faltar

Agora, devido ao aumento da demanda e queda da produção, o diesel pode ser o próximo item a ficar escasso, já que o maior centro de distribuição dos Estados Unidos da América (EUA) está com o menor estoque em 30 anos.

Os preços bateram um recorde novamente esta semana, e o valor médio nacional é de US$ 5,54 o galão, [R$ 7,50/litro], o que representa aumento de 22 centavos em relação à semana passada, quando foi estabelecido um recorde. As pesquisas mostram que em nenhum estado o diesel está sendo vendido a menos de US$ 5,12 o galão, [R$ 6,93/litro].

Qual a causa do aumento histórico dos preços?

É uma combinação de coisas.

“A oferta de diesel está apertada em todo o mundo devido às sanções estabelecidas ao petróleo da Rússia e a alta demanda depois da pandemia, com os revendedores refazendo estoques”, disse Peter Meyer da S&P Global Commodity Insights.

Meyer acrescenta que “justamente agora” foram exacerbados os problemas do modelo da cadeia de suprimentos, questões que remontam à pandemia de Covid-19.

Alguns produtores relatam que o diesel agrícola está mais caro do que o diesel rodoviário, o que não é normal.

Preços recordes é uma coisa, mas não ter diesel disponível pode ser o próximo problema para os agricultores.

“Certas áreas do país já tiveram escassez e a expectativa é de que isso continue. Fornecedores do porto de Nova York – um centro de distribuição de diesel – estão com os menores níveis de estoque dos últimos 30 anos”, disse Meyer. “Da mesma forma, a Costa Leste dos EUA foi duramente atingida, resultando em um diesel com preço acima de US$ 6,00 o galão, [R$ 8,12/litro], na área, bem acima do equivalente a US$ 250 por barril. As exportações de gasolina, diesel e combustível de aviação dos EUA para a América Latina também é muito alta, aumentando a tensão”.

Os gargalos na oferta de diesel não são consequências apenas da oferta reduzida pelas sanções adotadas contra o petróleo da Rússia. É pela falta de capacidade de refino na Costa Leste.

“A capacidade da Costa Leste foi cortada pela metade, de 1,6 milhão de barris por dia para 800 mil barris nos últimos dez anos e metade das refinarias foram fechadas. Baixa capacidade de produção e maior demanda depois da pandemia causaram o aperto no leste dos EUA”, explicou Meyer, lembrando que fazer previsão está difícil, mas que os preços elevados são estímulos para as refinarias produzirem o máximo possível.

“Quando a margem da produção de diesel fica acima de US$ 70 o barril, todas as companhias dos EUA farão de tudo para refinar o quanto puderem”, disse Meyer.

Um ponto positivo é o final de uma primavera fria, que reduzirá a demanda por óleo de aquecimento.

O analista lembra que a produção de biodiesel pode ser beneficiada pelos preços do diesel, apesar do óleo procedente da soja, que é a matéria-prima predominante nesse mercado, também está com valores elevados.

É iminente a proibição de exportar diesel?

Há uma demanda elevada em todo o mundo por produtos como diesel, óleo para aquecimento e combustível de aviação que são conhecidos como ‘destilados médios’, pois são extraídos do petróleo em ebulição média. Os EUA atualmente exportam mais de 1 milhão de barris desses destilados todos os dias para países como México, Brasil e Chile.

Então, pode haver suspensão das exportações de óleo diesel?

O apresentador do AgriTalk, Chip Flory, fez essa pergunta ao analista do Farm Journal Washington, Jim Wiesemeyer durante o programa “Signal to Noise”, desta semana. Wiesemeyer disse que embora não se tenha conhecimento de discussão a respeito do assunto, tudo é possível.   

Acesse aqui a matéria na íntegra

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