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Setorial Selectus nº 6373

Exportações do agronegócio gaúcho têm alta de 65,9% no primeiro trimestre de 2022

Exportações do agronegócio - Os recordes nas safras de trigo e soja registrados no Rio Grande do Sul em 2021 impactaram positivamente os resultados das exportações do agronegócio no primeiro trimestre de 2022.

Fonte: Fonte: Governo Do RS | Foto de capa: Imagem de David Mark por Pixabay
Exportações do agronegócio gaúcho têm alta de 65,9% no primeiro trimestre de 2022

Os dois produtos foram os principais responsáveis pela alta de 65,9% nas vendas externas do setor no período na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Em números absolutos, entre janeiro e março, o Estado exportou um total de US$ 3,4 bilhões – US$ 1,3 bilhão a mais em relação a 2021.

Entre os principais setores exportadores do agronegócio, tiveram resultados positivos no período o complexo soja (US$ 770,5 milhões; +144,2%), cereais, farinhas e preparações (US$ 737,9 milhões; +201,4%), carnes (US$ 553,4 milhões; +7,5%), fumo e seus produtos (US$ 493,2 milhões; +37,4%) e produtos florestais (US$ 299,7 milhões; +24,6%).

As primeiras informações sobre as vendas externas do setor em 2022 foram divulgadas na manhã desta quarta-feira (11/5) pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG) no boletim "Indicadores do Agronegócio do RS". Elaborado pelos pesquisadores Sérgio Leusin Jr. e Rodrigo Feix, o documento contempla ainda os dados sobre o emprego formal no campo nos três primeiros meses do ano.

Primeiro trimestre desdobrado

• Cereais

No setor de cereais, farinhas e preparações, a alta nos números se deve à elevação nas vendas de trigo (mais US$ 470,2 milhões; +383,6%). O volume exportado do cereal no primeiro trimestre chegou a 1,97 milhão de toneladas, o maior de toda a série histórica iniciada em 1997. Com demanda em alta e oferta limitada, os preços médios do produto subiram 39,3% em relação ao mesmo período de 2021. "A partir de março, com o avanço da ofensiva russa na Ucrânia e a consequente restrição de oferta no Mar Negro, as cotações voltaram a subir rapidamente, favorecendo ainda mais as exportações do RS, que colheu uma safra recorde em 2021", destaca Sérgio Leusin Jr.

• Complexo soja

No complexo soja, o aumento foi puxado pelo farelo (US$ 376,3 milhões; +99,2%), grão (US$ 259,7 milhões; +128,3%) e óleo (US$ 134,5 milhões; +949,6%). A alta na oferta ainda é proveniente da safra recorde colhida no Estado em 2021, que chegou a 20,4 milhões de toneladas. Para o restante do ano, no entanto, o documento alerta para a redução na safra 2021/2022, decorrente da estiagem, que resultará em uma queda de 54,8% na produtividade por hectare, e a possível menor demanda chinesa pela oleaginosa, o que deve ocasionar queda nas exportações totais para o ano.

• Carnes

No setor de carnes, a carne suína foi o produto com a maior redução absoluta no período (US$ 104,7 milhões; -37,7%), enquanto as carnes de frango (US$ 313,8 milhões; +23,8%) e bovina (US$ 100,1 milhões; +48,8%) registraram altas em função da maior demanda dos Estados Unidos e da China. No caso da carne suína, a baixa era esperada, conforme o boletim, por conta da recuperação do rebanho chinês após o surto de peste suína africana, que em 2019 dizimou grande parte dos animais. "Apesar do resultado positivo no valor exportado pelo setor, esse trimestre confirma o fim de um ciclo de 10 trimestres consecutivos com taxas positivas de crescimento no volume embarcado", afirma Leusin Jr.

• Fumo e seus produtos

No setor de fumo e seus produtos, o trimestre marcou o maior volume exportado de toda a série histórica, com 147,3 mil toneladas, uma alta de 29,3% em relação ao mesmo período de 2021. Principal produto do segmento, o fumo não manufaturado registrou vendas de US$ 461,7 milhões entre janeiro e março, alta de 40,4% na comparação com os três primeiros meses do ano passado.

Principais destinos

Entre os principais destinos das exportações gaúchas, a União Europeia superou a China no período e recebeu 19,8% de tudo o que o agronegócio do RS vendeu no trimestre. O país asiático vem na segunda posição (17,7%), seguido da Arábia Saudita (5,1%), Indonésia (4,7%) e Estados Unidos (4,7%).

Emprego formal tem saldo positivo

Período do ano de maior contratação de mão de obra no campo, o primeiro trimestre em 2022 registrou um saldo positivo de 21.291 empregos formais no estado. A diferença entre o número de admissões e de desligamentos no período ficou pouco abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (26.473). Entre janeiro e março, o agronegócio foi o responsável por 37,8% do saldo de empregos gerados no Rio Grande do Sul, que teve um total de 56.337 empregos formais.

Entre os tradicionais segmentos do agronegócio, o setor conhecido como "depois da porteira", formado especialmente por atividades agroindustriais, liderou a criação de postos, com um saldo de 14.131 vagas, puxado pela fabricação de produtos do fumo (9.909 vagas). Na indústria de abate de carnes, principal setor empregador do agronegócio gaúcho, o estoque de empregos formais em março de 2022 era de 66.842 vagas, contra 68.011 postos no mesmo mês do ano anterior.

No segmento "dentro da porteira", de atividades agropecuárias, o saldo de 5.478 postos teve como destaque as atividades de colheita da maçã, tradicional do período nas regiões da Serra e dos Campos de Cima da Serra.

E no segmento "antes da porteira", das atividades dedicadas ao fornecimento de insumos, máquinas e equipamentos, o saldo positivo foi de 1.682 empregos com carteira assinada nos três primeiros meses do ano.

"Desde o terceiro trimestre de 2020, a produção nacional de máquinas agrícolas está em recuperação, após ser gravemente afetada nos primeiros meses da pandemia. O avanço na produção de grãos no país e as ótimas margens de rentabilidade das duas últimas safras estão sendo importantes fatores de estímulo para a aquisição de novos maquinários", avalia Rodrigo Feix.

Acesse aqui a matéria na íntegra

 

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