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Especiais Selectus nº 6372

Argentina – Os produtores recebem o menor preço do mundo

Preços/AR – Durante visita à ExpoSuipahca 2022, o presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Nicolás Pino, apresentou os dados do boletim elaborado pela entidade segundo o aul “o produtor de leite argentino recebe hoje, o preço mais baixo do mundo e é 4% menor do que um ano atrás”.

Fonte: Fonte: agrositio – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Jakob Cotton on Unsplash
Argentina – Os produtores recebem o menor preço do mundo

Com os dados do primeiro trimestre de 2022, e em dólares, o preço na Argentina foi em média, US$ 0,38 o litro, enquanto no Brasil chegou a US$ 0,41, no Uruguai, US$ 0,42, Nova Zelândia US$ 0,51 e Estados Unidos US$ 0,55.

O levantamento destacou que em um contexto inflacionário e preços administrados, os valores ao consumidor de abril perdem em termos reais. Os custos locais de produção aumentaram a um ritmo superior aos valores recebidos, principalmente pela tendência atista das commodities internacionais nos últimos meses, como consequência do conflito Rússia e Ucrânia.

“Faz muito tempo que falamos sobre a necessidade de trabalhar com uma agenda de temas que ordenem o setor, de forma que não haja distorções nos preços e planejar adequadamente as distintas situações, tanto da conjuntura como dos problemas estruturais, que prejudicam o crescimento”, disse Nicólas Pino.

“A lenta resposta da demanda local impulsiona as empresas para as exportações, com um preço interancional que no último mês caiu 17%. Não esqueçamos também os efeitos da seca do início do ano que limitou as reservas, como o milho que teve que ser colhido com menor qualidade e rendimento, fazendo com o produtor tenha que aumentar os gastos com alimentação”, acrescentou Nicólas.

O dirigente sustentou que com uma condição climática mais favorável a produção de leite aumentou no primeiro trimestre do ano em 1,6%, deixando para trás um período difícil registrado em janeiro, quando o setor agropecuário foi atingindo por forte seca e temperaturas elevadas.

O ministro do Desenvolvimento Rural da província de Buenos Aires, Javier Rodríguez, comentou que ainda que atualmente “haja dificuldades, o panorama é diferente de anos atrás”, disse em declaração ao Agrositio. Afirmou que a produção de leite “conseguiu reverter a tendência negativa verificada entre 2015 e 2019, quando caiu 14% e foram fechadas mais de 500 fazendas leiteiras. Em 2020 e 2021 crescemos e em 202 as projeções nos positiconavam em um cenário também de aumento, que no acumulado poderia varia de 12 a 14%.

Bacia Leiteira do Oeste da Provincia de Buenos Aires

Os produtores do oeste de Buenos Aires expessaram sua preocupação pela tensa situação que a produção de leite de enfrentar pela “má relação entre os preços das matérias primas e os altos custos”. Ainda que a produção de leite tenha crescido 2,5% na comparação interanual em março de 2022, os efeitos da crise internacional, junto com fatores internos colocam em vermelho as contas dos produtos, impacto que pegou em cheio no início do ano, já que a produção caiu 6% na comparação interanual em fevereiro de 2022.

A Câmara dos Produtores de Leite do Oeste da Província de Buenos Aires (Caprolecoba) deixou claro as diferenças no impacto que tem o cenário atual, onde a produção de maior escala, com maiores rebanhos e volume de venda, não somente conseguem melhores preços do mercado, mas também conseguem manter a tônica de crescimento dentro de suas estruturas. Se continuar a situação de crise, com reajuste contínuo nos valores dos principais insumos como grãos e alimentação animal, como os pequenos e médios produtores de leite irão enfrentar?

Segundo a Caprolecoba “ao contrário do que poderíamos supor com base na má relação entre preços e custos os produtores tiveram, no primeiro trimestre, uma produção 1,6% superior à verificada em 2021”. O impacto dos custos elevados pegou em cheio a produção de leite, além de outras questões vinculadas ao clima, já que na comparação com março de 2022, contra fevereiro, a produção de leite apresentou perda de 6%.

O produtor ainda se deparou com uma inflação média de 6,7% em março passado, e elevação de 3% no dólar. Os valores pagos pela indústria apresentaram aumento médio de 7,3% em março. Segundo o Sistema Integrado de Gestão da Leiteria Argentina (SIGLEA), o produtores pequenos receberam AR$ 39,30 por litro de leite entregue.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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