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Especiais Selectus nº 6336

Desmatamento: A FAO propõe soluções para estabelecer sinergias entre agricultura e floresta

Mudanças climáticas/FAO – É indispensável acabar com o desmatamento para eliminar a fome, diante da crise climática e garantir os meios de subsistência das comunidades rurais e indígenas, preservando as espécies selvagens e a biodiversidade.

Fonte: Fonte: FAO – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Gerd Altimann por Pixabay
Desmatamento: A FAO propõe soluções para estabelecer sinergias entre agricultura e floresta

Segundo o Diretor Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Qu Dongyu, é preciso coerência entre a vontade política e as medidas adotadas, financiamentos suficientes e uma grande mobilização das partes envolvidas.

“Devemos privilegiar as soluções ganha-ganha que permitem promover uma produção sustentável e deter o desmatamento” declarou Qu durante uma reunião de alto nível que foi realizada ontem em Bruxelas, a convite da FAO e da presidência francesa do Conselho da União Europeia.

Por décadas, o desmatamento foi causado pela conversão das florestas em terras agrícolas. Essa concorrência pela terra é explicada por múltiplos fatores, entre os quais o crescimento demográfico, os níveis de renda, os padrões de consumo e de comercialização dos alimentos, a precariedade dos regimes fundiários e falhas na governança do uso da terra.

Inúmeros desses fatores incidem sobre a segurança alimentar e a nutrição.

“Devemos arbitrar e maximizar as sinergias entre os sistemas agroalimentares e as florestas se quisermos enfrentar seriamente o desafio de produzir alimentos seguros, saudáveis em quantidades suficientes para uma população crescente, preservando os recursos naturais e a biodiversidade”, declarou Qu.

“A transformação dos nossos sistemas agroalimentares, essencial para torná-los mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis, requer investimentos políticos, financeiros e técnicos “ Acrescentou Qu.

Se as soluções de mercado estão ganhando terreno, elas devem ser acompanhadas de medidas destinadas a ajudar os atores mais fracos das cadeias de valor. Isso pressupõe capacitar pequenos produtores, populações indígenas e comunidades locais para adotarem programas que estimulem chegar aos seus objetivos. “Essas comunidades manejam quase a metade das florestas e terras agrícolas do mundo, e é fundamental que elas participem”, declarou Qu.

A manifestação organizada em Bruxelas, intitulada “A importância das florestas para os meios de sobrevivência, o clima e a biodiversidade: soluções para interromper o desmatamento”, deu lugar a outras intervenções, especialmente a do Ministro francês da agricultura, Julien Denormandie.

“Lutar contra o desmatamento com determinação, em escala mundial, é um objetivo que todos compartilhamos e cuja urgência é evidente aos olhos de cada um de nós. Devemos agir agora e rapidamente”, afirmou Denormandie. “Precisamos agir em conjunto para melhorar a sustentabilidade das cadeias de valor e criar condições coletivas que tragam benefícios para todos, para o clima, a saúde e a biodiversidade, sem perder de vista a segurança alimentar”, acrescentou.

Manter a dinâmica

A manifestação teve como objetivo uma dinâmica de alto nível em prol da contenção do desmatamento e uma gestão sustentável das terras, colocando em evidência exemplos de boas práticas adotadas em diferentes regiões.

O encontro manteve o diálogo estratégico que foi realizado entre a FAO e a União Europeia em maio de 2021, durante o qual foi declarado que as florestas fazem parte integrante das prioridades acordadas, que são articuladas em torno de cinco temas: 1) os sistemas alimentares e a abordagem de “Uma só Saúde”; 2) as mudanças climáticas, a biodiversidade e os recursos naturais; 3) as crises alimentares, a segurança alimentar e a resiliência dos meios de subsistência; 4) os investimentos e políticas em favor das cadeias de valor agroalimentares sustentáveis; e 5) a transformação dos sistemas agroalimentares com base em tecnologias digitais.

Essa visão de prioridades e de intervenções compartilhada entre a União Europeia e a FAO é a base para as parcerias e os programas já estabelecidos como o Programa ONU-REDD, o Programa FAO-UE de adoção de regulamentos florestais, o Programa de Administração do Comércio (FLEGT), o Programa de manejo sustentável de animais selvagens e o Programa contra a desertificação com apoio da iniciativa Grande Muralha Verde do Sahara e do Sahel de cooperação Sul-Sul.

Acesse aqui a matéria na íntegra

 

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