Setor público registrou superávit de R$ 101,8 bilhões
Setor público - O setor público consolidado registrou, em janeiro de 2022, superávit primário recorde de toda a série histórica, R$101,8 bilhões, ante superávit primário de R$58,4 bilhões em janeiro de 2021, segundo dados do Banco Central (BC).

O Governo Central, os governos regionais e as empresas estatais registraram superávits primários respectivos de R$77,4 bilhões, R$20,0 bilhões e R$4,4 bilhões no mês. Nos doze meses encerrados em janeiro, o superávit primário do setor público consolidado atingiu R$108,2 bilhões, equivalente a 1,23% do PIB.
Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$17,8 bilhões em janeiro de 2022, comparados a R$40,4 bilhões em janeiro de 2021. Contribuiu para essa redução o resultado das operações de swap cambial no período (ganho de R$31,9 bilhões em janeiro de 2022 ante perda de R$16,3 bilhões em janeiro de 2021). No acumulado em doze meses, os juros nominais alcançaram R$425,7 bilhões (4,86% do PIB) em janeiro de 2022, comparativamente a R$315,7 bilhões (4,20% do PIB) nos doze meses até janeiro de 2021.
O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi superavitário em R$84,1 bilhões em janeiro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$317,5 bilhões (3,62% do PIB), ante déficit nominal de R$383,7 bilhões (4,42% do PIB) em dezembro de 2021.
Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)
A DLSP atingiu 56,6% do PIB (R$5,0 trilhões) em janeiro, reduzindo-se 0,6 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu, sobretudo, os impactos do superávit primário (redução de 1,2 p.p.), do efeito da variação do PIB nominal (redução de 0,6 p.p.), da valorização cambial de 4,0% (aumento de 0,7 p.p.), da variação da paridade da cesta de moedas que integram a dívida externa líquida (aumento de 0,3 p.p.), e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,2 p.p.).
A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 79,6% do PIB (R$7,0 trilhões) em janeiro de 2022, redução de 0,7 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Essa evolução no mês decorreu, principalmente, do efeito da variação do PIB nominal (redução de 0,8 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 0,4 p.p.), do efeito da valorização cambial (redução de 0,2 p.p.) e de juros nominais apropriados (aumento de 0,6 p.p.).
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