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Especiais Selectus nº 6319

Os exportadores sul americanos estão à altura da demanda mundial? 

América do Sul – Os produtores latino-americanos, assim como os produtores de outras partes do mundo, lutam contra o aumento dos custos operacionais.

Fonte: Fonte: DiarioLechero - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Hans Braxmeier por Pixabay
Os exportadores sul americanos estão à altura da demanda mundial? 

Recentemente, o crescimento da produção de leite ficou abaixo dos níveis do ano anterior na maioria das principais regiões fornecedoras mundiais, mas a produção na América do Sul foi sólida nos principais países exportadores da região - Argentina e Uruguai. Ambos registraram crescimento substancial durante a maior parte de 2021, inclusive quando a produção nos demais países sul americanos foi mista.  

“Apesar dos ganhos, os ventos contra aumentaram e a resistência da América do Sul à tendência mundial de redução da produção está ameaçada”, disse Monica Ganley, analista do Daily Dairy Reporter e diretora da Quaterra, uma consultoria de Buenos Aires.

Durante os primeiros 11 meses de 2021, a produção de leite na Argentina foi 4,3% superior à registrada no mesmo período de 2020. No Uruguai, o aumento durante o mesmo período foi de 2,1%, colocando o Uruguai no caminho de uma produção recorde de leite em 2021, observou Ganley.

Dito isto, a produção de leite no Uruguai começou a diminuir devido à pressão das margens e problemas climáticos, enquanto que a renda mensal na Argentina continua sendo sólida.

“A América do Sul, no entanto, está nas mãos de La Niña que começou no final de 2021, trazendo um clima seco para a região”, disse Ganley. “Os efeitos do fenômeno climático eram manejáveis até que as recentes temperaturas extremamente altas começaram a exacerbar os efeitos da falta de chuvas. Isso diminuiu, consideravelmente, a umidade do solo e a qualidade dos pastos se deteriorou. A disponibilidade reduzida de forragens combinada com o estresse das vacas pelo calor, provavelmente, prejudicará a produção de leite”.

Além disso, os produtores latino-americanos, assim como os produtores de outras partes do mundo, lutam contra o aumento dos custos operacionais.

“Os reajustes dos preços da alimentação animal, fertilizantes e mão de obra afetaram as margens dos produtores, e a dinâmica da moeda reduz ainda mais o poder aquisitivo”, disse Ganley.

“A maioria das moedas da região perderam valor nos últimos meses, fazendo com que os insumos importados em dólar norte-americanos fiquem relativamente mais caros para os produtores latino-americanos”.

Embora o aumento dos preços do leite não tenha acompanhado a elevação dos custos operacionais, os exportadores latino-americanos têm a oportunidade de atender à demanda não satisfeita de mercados onde a oferta de outras regiões exportadoras esteja vacilante.

“Mas essa brecha está se fechando e aproveitar esta oportunidade será cada vez mais difícil à medida que os efeitos do clima seco e o aumento dos custos reduzam o crescimento da produção regional”.

Se os fornecedores sul americanos não puderem satisfazer a crescente demanda de exportação, aumentará a pressão de alta sobre o leite e as cotações dos produtos lácteos nos mercados mundiais.   

Acesse aqui a matéria na íntegra


 

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