Argentina – Seca e calor complicam a produção de leite
Seca/AR – A seca está deixando efeitos negativos por todos os lados e o setor lácteo não é exceção. Os dados revelados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla) mostram que nos primeiros dias de janeiro foi verificada uma baixa considerável da produção devido ao fenômeno climático.
“Com dados de 10 indústrias que compram perto de 40% do leite total produzido na Argentina, pode-se afirmar que a produção nestes primeiros dias de janeiro de 2022 caiu 11% em relação a dezembro de 2021 (com variações que vão de 7% a 13%”, diz o relatório do Ocla.
A perda está bastante relacionada às altas temperaturas do verão, que tiveram sua máxima expressão na onda de calor que ocorreu dias atrás e que levaram muitas preocupações aos produtores. Nas redes sociais eram relatos sobre o estado das vacas e inúmeros pedidos de chuvas, que finalmente chegaram. Foi o caso do produtor e dirigente, Gustavo Augel: “Elas sempre dão o melhor para nós, hoje é um bom momento para demonstrar o quanto as estimamos. Nesta onda de calor, oferecer muita água fresca, sombra, e muito conforto. Cuidemos delas hoje, mais do que nunca, porque é muito lindo vê-las felizes!”, colocou no twitter.
A questão é que isto se refletiu na menor produção. O Ocla explicou: “Evidentemente as chuvas escassas até o dia 16 e os altíssimos valores do ITH (Índice de Temperatura e umidade) geraram quedas acima da baixa sazonal histórica”.
Depois de esclarecer que “seguramente todas as melhorias nas instalações para o bem-estar animal mitigaram, em parte, o estresse térmico ao qual foram submetidas as vacas na onda de calor”, o Ocla informou que na comparação interanual, a oferta de leite “em janeiro de 2022 está 1,5% menor do que a de janeiro de 2021. Agora, é preciso verificar o impacto das chuvas na captação de leite e como continuarão as temperaturas, para determinar se a queda de janeiro irá superar esse 1,5%”.
















