Argentina – A onda de calor agravou a queda sazonal da produção de leite
Produção/AR – O Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) realizou um levantamento no qual apurou que a queda da produção de leite nos primeiros dias de janeiro é, em média, 11% em relação a dezembro passado, com extremos individuais de 7% a 13%.

Deste modo, se confirma que a onda de calor teve efeito sobre a produtividade das vacas, pois, normalmente, a queda sazonal da produção é de 9,5% nos primeiros dias de cada ano.
Em 2016 (-15,0%); 2017 (-10,7%); 2018 (-4,9%); 2019 (-10,0%); 2020 (-8,3%); 2021 (-8,0%); Média (-9,5%).
“Evidentemente, as escassas precipitações até o dia 16 e os altíssimos valores de ITH (Índice de Temperatura e Umidade) geraram quedas acima da queda sazonal normal. Seguramente todas as melhorias relativas ao bem-estar animal em muitas instalações mitigaram em parte o estresse térmico ao que foram submetidas as vacas na onda de calor”, analisou o OCLA.
Neste marco, ao realizar a comparação em termos interanuais, janeiro está 1,5% abaixo do mesmo mês em 2021. “Agora, é preciso ver os impactos das precipitações na captação de leite e como seguem as temperaturas para determinar se a queda de janeiro supera esse 1,5%”, acrescentou o OCLA.
Metodologia
Esses dados foram obtidos de consultas realizadas a uma dezena de indústrias que compram mais de 40% de leite que se ordenha na Argentina.
A mostra de empresas consultadas, segundo o OCLA, é altamente representativa já que se refere ao leite captado nas quatro principais províncias e proveniente de uma estratificação de fazendas por tamanho, muito similar à estratificação da população total.
















