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Especiais Selectus nº 6297

Chile – Produtores projetam baixo crescimento pelo forte aumento de custos

Produção/Chile – O déficit hídrico da região de Biobio já está gerando perdas no setor leiteiro, assegurou o presidente da Federação Nacional de Produtores de Leite (Fedeleche), Marcos Winkler. Se no início do ano passado as projeções eram positivas para a indústria, com crescimento de 3% a 4%, as condições climáticas mudaram o panorama que, acompanhado do crescimento dos custos de produção, não apresenta boas perspectivas para os produtores.

Fonte: Fonte: MundoAgropecuario – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Camilo Pinaud on Unsplash
Chile – Produtores projetam baixo crescimento pelo forte aumento de custos

Winkler disse ao Diario La Tribuna que “o ciclo climático que estamos vivendo hoje em dia, menor quantidade de água e temperaturas mais elevadas, já está causando sérios estragos e em números podemos ver o seguinte: o primeiro semestre de 2021 tivemos zero aumento na produção de leite em relação a 2020, e isso reflete a dificuldade. Esperamos crescimento entre 3 e 4% e foi zero, cifra que mostra de forma clara o impacto negativo que o clima provocou na produção nacional e novamente tivemos uma primavera seca, e a projeção que tínhamos para o final do ano não ocorreu, e o mais provável é que o país termine com um crescimento quase zero ou aumento mínimo”.

Déficit hídrico

Winkler explicou que “na zona sul, na região de Los Lagos choveu aproximadamente 1.300 mm em um ano normal, mas, este ano foram 1.000 mm. São números adversos porque significaram aumento nos custos de produção devido ao incremento nos preços de um número importante de fatores que chegaram a 30%, e o reajuste da renda não foi da mesma magnitude. Muitos produtores de leite não terão como arcar com esses custos neste ano de 2022”.

Em relação ao decreto de Emergência Agrícola, o porta-voz da Fedeleche disse ao Diario La Tribuna que “quando há dificuldades agrícolas desta natureza quem mais sofre sempre é o pequeno produtor, porque o grande tem capital de giro para resolver esse tipo de situação, ou quando busca ferramentas, tem capacidade de endividamento e outras vias para amenizar um pouco suas dificuldades. Então, quando uma região é colocada em emergência agropecuária o Governo destina recursos à agricultura familiar e aos pequenos produtores de leite, iniciativas positivas que permitem que estes recursos cheguem precisamente a quem mais necessita”.  

Medidas para superar a seca

Em relação à tecnificação de irrigação e ao investimento em fazendas que contam com esta tecnologia, Winkler explicou que, na Fedeleche “estamos impulsionando tecnologias de irrigação, procurando resultados o mais rápido possível, porque este avanço permitirá que os produtores de leite possam produzir alimento mais barato e maior quantidade deste, utilizando distintas ferramentas para apoiar a produção de leite e derivados que permitam que o país cresça. Ainda que o clima não nos ajude, temos recursos para solucionar os problemas”.

O setor pecuário já enfrento cenários de seca década atrás: entre 1967 e 1969 ocorreu no Chila “A Grande Seca de 1968”, um dos maiores déficits pluviométricos registrado no século XX, que reduziu em 45% o gado do país, desempregou 225.000 trabalhadores agrícolas. Foi quando começou o impulso para o desenvolvimento de tecnologias de irrigação, sua expansão e aplicação em regiões como Biobio, entre outras.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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