EUA – Apesar do caos na cadeia de suprimento, 2021 caminha para novo recorde de exportações
Exportações/EUA – A demanda por lácteos tem sido um ponto brilhante no setor agropecuário nos últimos dois anos, e a disruptura na cadeia de abastecimento não foi capaz de anular a demanda recorde até agora.

A fome internacional por produtos lácteos está a caminho de atingir um novo recorde em 2021, e grande parte dessa demanda agregada se deve à China.
No total, estima-se que a produção de leite de um dia dos Estados Unidos da América (EUA) siga para as exportações. Geram perto de US$ 6,5 bilhões em produtos lácteos, que são vendidos para 133 países. O maior comprador dos produtos lácteos estadunidenses é a China, e as vendas subiram 32% em equivalente litros de leite no primeiro semestre do ano.
E o que vem impulsionando a demanda durante a pandemia? De acordo com o Conselho de Exportações de Lácteos dos EUA (USDEC) seria o fato de estar sendo compreendido pelos consumidores durante a pandemia, dos benefícios dos lácteos para a saúde.
“Muito tem sido feio pelo governo chinês, que se dirigem aos consumidores dizendo “que os lácteos são realmente nutritivos, eles têm uma grande função na imunidade, consumam produtos lácteos”, disse Will Loux, diretor de análise global de comércio do USDEC. “E os consumidores chineses fizeram isso, e como resultado, houve um grande aumento nas importações de leite em pó e queijo”.
Mas Loux disse que exportar esses produtos não tem sido fácil, com as questões relacionadas ao transporte, especialmente na Costa Oeste. Muitas vezes não é somente o custo adicional, os exportadores são forçados a serem criativos.
“Clientes do exterior se perguntam se os produtos chegaram dentro prazo? Nossas vendas serão prioritárias? Se forem, o preço será mantido?”, disse Loux. “Ao mesmo tempo, os exportadores estão pagando preços adicionais justamente para assegurar que seus produtos cheguem a um navio, como a manteiga que saiu de Duluth, Minnesota, para a Tailândia, ou a remessa por frete aéreo. Tudo isso realmente adiciona custos em toda a cadeia de abastecimento, que afeta os produtores de leite”.
Os relatórios desta semana mostraram um pouco de otimismo em relação ao acúmulo de contêineres na Costa Oeste. O Wall Street Journal informou que o custo para a movimentação de contêiner caiu mais de um quarto no último mês, a maior queda em dois anos.
Embora demore meses para normalizar o acúmulo na Costa Oeste, Loux diz que a movimentação está clara em uma mensagem do USDEC para os líderes em Washington: “Nossa equipe de políticas comercial está liderando esse esforço de coordenação com a Federação Nacional de Produtores de Leite (NMPF) para apresentar à administração ideias criativas”.
Loux reconheceu que não será fácil resolver todos os problemas da cadeia de abastecimento.
“A cadeia de suprimentos é um enorme desafio que exige uma série de maneiras diferentes de lidar”, disse Loux. “É um grande problema. Não há solução mágica, mas estamos trabalhando nisso de diversas formas”.
















