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Negócios Selectus nº 6257

Carrefour fecha parceria com startup para vender produto de agricultura familiar

Carrefour - O Carrefour firmou parcerias com as startups Muda Meu Mundo e Local.e para melhorar sua conexão com produtores de frutas, legumes e verduras (FLV) e com pequenos e médios fabricantes de itens industrializados, tendo em vista a ampliação da oferta de produtos frescos e a diversificação de marcas nas gôndolas de suas lojas.

Fonte: Fonte: Newtrade | Foto de capa: Imagem de Gabe Raggio por Pixabay
Carrefour fecha parceria com startup para vender produto de agricultura familiar

Diretor comercial das células regionais da subsidiária brasileira da rede, Arnaud Dusaintpere afirma que o movimento faz parte de uma estratégia global de valorização de produções regionais economicamente viáveis, que passa pela redução de custos logísticos.

Leila Okumura, co-fundadora da Local.e, afirma que essa estratégia é importante porque o mix de produtos dos supermercados é muito similar, independentemente da bandeira, já que pequenos e médios empresários normalmente têm dificuldades para negociar com varejistas e apresentar seus produtos.

“Hoje, a nossa plataforma digital conta com mais de 3 mil marcas, que oferecem, juntas, 7,5 mil produtos. Temos também mil varejistas usando a tecnologia para descobrir novos fornecedores”, afirma Leila.

Segundo ela, fomentar o consumo de produtos regionais significa incentivar a geração de empregos e movimentar economias locais. “Quando o varejo compra um produto importado, ou de uma multinacional, o valor gerado se dilui. Em alguns países, até os governos apoiam essas iniciativas, que geram renda e resiliência econômica”, diz.

A CEO da Muda Meu Mundo, Priscilla Vera, reforça essa visão. No Ceará e em São Paulo, a startup trabalha para identificar produtores, medir a capacidade de entrega e conectá-los ao varejo, sem atravessadores, ações que permitem que empresas como o Carrefour comprem lotes maiores originados de propriedades diferentes. A plataforma conecta cerca de 40 supermercados a 160 produtores, e deve chegar a 600 agricultores até julho de 2022.

A startup cearense também ataca outro problema do segmento de FLV: cerca de 30% do que se produz é perdido antes de chegar ao consumidor final. O desperdício prejudica os produtores e tem impacto no bolso do consumidor final, que, ao fim e ao cabo, acaba cobrindo  ao menos parte das perdas do varejo.

“Se podemos quebrar esse paradigma, é uma vitória para todo mundo. Podemos negociar com um custo menor e vender um produto sem ter quebra embutida, além de oferecer um produto mais fresco, que cria uma imagem bacana no supermercado e atrai novos clientes”, afirma Dusaintpere.

O diretor do Carrefour diz que as startups também fazem um pré-filtro em relação a problemas socioambientais de fornecedores, que depois é afunilado pelas equipes de qualidade e auditoria da cadeia varejista. “Isso dá velocidade aos processos”, diz.

Leila destaca que o Carrefour se mostrou realmente disposto a adaptar seus processos para se aproximar dos pequenos e médios empresários, ao promover uma simplificação nos processos de cadastro e nos contratos.

Dusaintpere conta que essas e outras mudanças demoraram quase um ano, mas que agora a empresa oferece condições diferenciadas para esses fornecedores, que incluem contratos simplificados, isenções de algumas taxas logísticas e pagamento mais rápido.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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