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Argentina – As mulheres representam 40% da mão de obra do campo

Mulheres no campo/AR – Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com igualdade de oportunidades em relação aos homens, a produção agrícola poderia crescer entre 20 e 30%, e segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, elas representam mais de um terço da população mundial e 43% da mão de obra agrícola.

Fonte: Fonte: CampoLitoral – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de rosehalady0 por Pixabay
Argentina – As mulheres representam 40% da mão de obra do campo

O agro é um espaço que, como muitos outros, é tradicionalmente ocupado por homens, embora, na Argentina exista cada vez mais casos de mulheres que estão sendo protagonistas das mudanças e abrem o caminho da equidade e inclusão, proporcionando diversidade. Ainda que surjam desafios pela frente para gerar mais oportunidades, às mulheres rurais foram e são pilares fundamentais do trabalho no campo e no desenvolvimento do potencial agroindustrial de nosso país.

A BASF conversou com três mulheres argentinas do mundo agro que contaram o caminho percorrido, os desafios que tiveram que superar e a visão que têm sobre o presente e o futuro do agro:

Inés Amuchástegui é técnica agrícola e responsável operacional no Tecnocampo. Como filha de um agrônomo e uma bióloga, sempre se interessou pelo campo. Seguiu a carreira de agronomia por vocação, trabalhou no campo, em laboratório genético e terminou na empresa de produção agropecuária da sua família.

María Soledad Aramendi, vice-presidenta da Sociedade Rural de Rosario, comentou que ela seguiu seu caminho como produtor já que precisava cuidar do campo familiar. Ela ressalta que cercando-se de profissionais e capacitando-se, enquanto estudava medicina, conseguiu resgatar sua área da crise e seguir neste caminho.  

Ivonne Rouillon preside a Fundação Camino +CONIN. No caso dela, seu papel de agricultora começou junto com o marido, administrando várias áreas da fazenda. Com o tempo, ela assumiu a fundação e conseguiu ajudar seu filho a continuar o legado no campo.

Ao ser consultada pelos desafios do agro em relação à paridade de gênero, Inés Amuchástegui sustenta que “é preciso estabelecer a complementariedade entre os homens e as mulheres para formar equipes com perspectivas diversas, que terminam sendo mais produtivos”.

Maria Soledad Aramendi e Ivonne Rouillon afirmam que a cada ano aumentam as mulheres no mundo agropecuário. Reconhecem os prejuízos de gerações machistas e acreditam que é importante superar as barreiras culturais com cada vez mais abertura, escuta e formação. Ivone acrescenta que “o aumento de mulheres que estudam carreiras relacionadas ao agro permite que hoje se amplie o papel da mulher como produtora” e María Soledad completa que “é necessário que mais mulheres circundem este espaço, se formem e participem para construir uma rede mais representativa, onde vão ocupando mais espaços de representação”.

Sobre os aportes que as mulheres podem dar ao mundo do agro, Inés Amuchástegui conta que, em sua empresa, Tecnocampo, existem mulheres em todos os níveis, campo, vendas, administração e gerências técnicas, por suas grandes capacidades e conhecimentos em sua área. María Soledad Aramendi, por sua parte, considera que “as mulheres trazem visões complementares, dialogam com empatia e valorizam o trabalho em rede. Impulsionam a inovação e a sustentabilidade, adaptando-se ao novo através de boas práticas”.

Já Ivonne Rouvillon afirma que a mulher além do papel como profissional, tem um papel chave como sustentáculo familiar no campo. Sendo o agro uma atividade onde muitas famílias moram no campo ou pequenas comunidades, o papel da mulher é fundamental para impulsionar a comunidade que cresce ao redor do campo.

Quanto ao legado que gostaria de deixar para as próximas gerações, Inés Amuchástegui afirmou que gostar de deixar um futuro onde o trabalho do agro fosse exercido sem discriminação de gênero, pois acredita que das sinergias surgem as oportunidades de crescimento do agro como indústria inovadora.

De sua ótica, María Soledad Aramendi acredita que “precisamos de um campo que trabalhe, não somente dentro da propriedade, mas para gerar as condições e políticas que desejamos como país, para levar o agro para frente”. Acrescenta que as pessoas do agro, e em especial as mulheres, deveriam se comprometer mais em ocupar espaços de participação e se envolver mais em um agro que caminha com maior participação feminina. Ivonne Rouillon, seguindo nesta mesma linha, acredita ser fundamental empoderar as mulheres para que com conhecimento e capacidades equiparadas possam reclamar a liderança em espaços de tomada de decisão e seu direito à terra, de modo a contribuir para um crescimento econômico inclusivo.

O mundo do agro está mudando. As mulheres têm um potencial enorme para contribuir. E graças a representantes como Inés, María Soledad e Ivonne, hoje se segue abrindo um caminho para que cada vez sejam mais as mulheres comprometidas com o agro na Argentina.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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