China – Civilização ecológica
Sustentabilidade – O presidente chinês, Xi Jinping, assistirá à cerimônia de abertura da II Conferência Mundial de Transporte Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) por vídeo e fará o discurso de abertura, informou Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

No dia 11 de outubro o presidente proferiu a conferência de abertura da 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) como parte do compromisso sobre a Diversidade Biológica da ONU. O tema da conferência foi “Civilização ecológica: Construindo um futuro compartilhado para toda a vida na Terra”. Foi a primeira vez que dito evento adota “Civilização Ecológica” como tema, o que mostra a confiança e a determinação da China e da comunidade internacional para construir de forma conjunta uma civilização ecológica global e promover a coexistência harmoniosa entre os seres humanos e a natureza.
Civilização Ecológica
A China insiste em utilizar o conceito de civilização ecológica para orientar o desenvolvimento, colocando a construção da civilização ecológica em uma posição de destaque, integrando todos os aspectos do processo de desenvolvimento econômico e social da China, num esforço para construir uma modernização na qual o homem e a natureza vivam em harmonia.
China x América Latina
Na COP15, cientistas chineses e latino-americanos trabalham juntos contribuindo com conhecimentos para a proteção da diversidade biológica. Os sabores latino-americanos já fazem parte da dieta dos consumidores chineses há muito tempo. Mas o intercâmbio entre a China e os países latino-americanos não se limita, hoje em dia, somente aos campos econômico e comercial.
Apesar da distância geográfica, cientistas das duas regiões trabalham juntos para a proteção da diversidade biológica. “Na família das musáceas são conhecidas mais de 1.000 variedades. Na China, a banana é consumida principalmente como fruta, enquanto em alguns países e regiões, são pratos principais”, revelou Yi Ganjun, vice-presidente da Academia de Ciências Agrícolas de Guangdong.
Segundo as estatísticas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), no mundo são produzidas mais de 88 milhões de toneladas de bananas ao ano e uma parte importante dessa produção é para consumo próprio.
“Muitas variedades de bananas importadas pela China são procedentes de países latino-americanos como Equador, Brasil, Colômbia e Costa Rica, entre outros”, destacou Yi, acrescentando que a academia introduziu um lote de produtos alimentícios da América Latina nas regras do Convênio sobre Diversidade Biológica.
Biodiversidade
O administrador do Programa odas Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, aplaudiu os esforços da China para proteger a biodiversidade e expressou grandes expectativas em relação à COP15.
Sobre os esforços chineses para proteger a biodiversidade, o chefe do PNUD lembrou que a rápida industrialização e urbanização da China, como muitos outros países, levou à perda de sua infraestrutura ecológica nos últimos 30 ou 40 anos.
Dando-se conta de seu impacto catastrófico, a China tomou muitas medias “corretivas” para restaurar seus ecossistemas através de “diferentes focos de investimento” e políticas para reduzir a destruição e, finalmente, restaurar a saúde do ecossistema.
“A conscientização pública é fundamental porque, no final das contas, o governo pode regular” uma país com 1,4 bilhão de habitantes, acrescentou Steiner, destacando os esforços da China para plantar árvores nas últimas décadas, o que levou à expansão líquida positiva da cobertura florestal na Ásia.
Oceanos
Steiner também falou sobre a proteção dos oceanos e destacou que existe a tendência de subestimar a quantidade de contaminação química, nitrogênio e outras substâncias perigosas que terminam no mar.
“Outra vez a China tomou medidas para reduzir esse escoamento" para os oceanos, acrescentou ela, elogiando os esforços para combater a poluição do ar e tornar as cidades mais verdes.
Destruição
Os relatórios científicos publicados este ano “apontam essencialmente para uma destruição dos alicerces que realmente sustentam, não só a vida natural do planeta, mas as nossas economias, a nossa sociedades”, afirmou Steiner, concluindo: “Acho que a COP15 é um momento vital em que o mundo está realmente sendo solicitado a adotar uma nova estrutura. A estrutura de biodiversidade global que permitirá aos países, tanto nacional como internacionalmente, aumentar o objetivo de que possamos impedir a destruição da natureza”.
















