EUA – Mercado, alternativas aos lácteos e Sudeste Asiático
Leite/EUA – O setor lácteo dos Estados Unidos da América (EUA) registrou um estável e consistente crescimento na produção de leite, com o declínio no número de fazendas leiteiras, e aumento no número de vacas por propriedade.
Em 2019, os principais estados produtores de leite foram Califórnia, Wisconsin, Idaho, Nova York e Texas, que juntos responderam por mais de 50% de toda a oferta de leite, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
O queijo está em crescimento nos EUA, com aumento da demanda, impulsionada pela disponibilidade de grande variedade. Este cenário também significa que o comércio exportador dos EUA vem crescendo ao longo dos anos, desde os anos 2000.
O consumo de produtos lácteos nos EUA cresce mais rapidamente do que a população. No entanto, existe uma grande variação entre os produtos. O consumo per capita de leite fluido está declinando porque existe a competição com outras bebidas.

Alternativas ao leite
O crescimento em disponibilidade de leites vegetais a partir de amêndoa, caju, ervilha, soja e arroz, entre outros é um fenômeno mundial. Nos EUA e de acordo com as pesquisas econômicas do USDA, os norte-americanos estão bebendo menos leite fluido de vaca per capita desde meados da década de quarenta, do século passado. No entanto, as taxas de declínio aumentaram recentemente. Entre 1995 e 2009, os dados do boletim do USDA mostram que a oferta de leite de vaca per capita caiu à média de 1% ao ano. De 2010 a 2017, esse percentual subiu para 2,5% ao ano. Isso de acordo com um relatório publicado no final do ano passado. O relatório aponta que as alternativas vegetais impactam nas estatísticas de consumo, conforme mencionado anteriormente.

Apesar do impacto, o leite de vaca permanece importante no mercado. A pesquisa descobriu, por exemplo, que em 2017, 92% das famílias estadunidenses compraram leite de vaca. Mesmo entre aqueles que compram alternativas ao leite, 90% permanecem comprando leite de vaca. No entanto, as vendas de leite de vaca caíram ao longo do tempo, enquanto as vendas das alternativas cresceram, diz o relatório.
Um olhar no sudeste asiático
Com as maiores economias em transformação, urbanização, desenvolvimento e mudanças no perfil de consumo no Sudeste da Ásia (SEA), a demanda por produtos lácteos na região terá um grande crescimento nas próximas décadas, diz o relatório do USDA.
As projeções são:
- As importações totais de lácteos no SEA cresceram nos últimos anos, de US$ 3,8 bilhões em 2006 (em valor constante do US$ em 2018) para US$ 6,3 bilhões em 2018.
- As importações de produtos lácteos dos EUA pelo SEA foram de US$ 401 milhões em 2006 (em valor constante do US$ em 2018) para US$ 738 milhões em 2018. Nesse período, os EUA saiu de quarto para terceiro lugar como fornecedor de produtos lácteos para o SEA, atrás da Nova Zelândia e União Europeia (UE).
- Queijo se transformou no produto lácteo mais consistentemente importado pelos países do SEA da maioria dos parceiros comerciais.
- A UE tem sido a principal concorrente dos EUA no mercado de laticínios do SEA.
2022 e o comércio
- Em 1º de janeiro de 2020, entrou em vigor o tratado de livre comércio (TLC) entre EUA-Japão. Pelo TLC o Japão se comprometeu a reduzir gradualmente as tarifas, e algumas com reduções tarifárias significativas em alguns produtos, ou cotas com tarifas mais baixas.
- Em 15 de janeiro de 2020, os EUA e a China assinaram um acordo comercial pelo qual a China se comprometeu a aumentar as importações de produtos agrícolas e rever várias questões tarifárias.
- O acordo EUA-México-Canadá (USMCA) começou a vigorar em 1º de julho de 2020. As principais questões de oferta e desenvolvimento relativas aos mercados de lácteos foram incluídas.
Para 2022, o número médio de vacas leiteiras deve continuar diminuindo no primeiro semestre. E a expectativa é de que as exportações de produtos como leite em pó desnatado, soro de leite, queijo e manteiga aumentem.
















