Preços Agropecuários Sobem 2,48% em Agosto de 2021 no Estado de São Paulo
Preços agropecuários - O Índice de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR)1,2 fechou agosto de 2021 com alta de 2,48%.
Tanto os produtos vegetais (IqPR-V) quanto os animais (IqPR-A) apresentaram reajustes em seus índices, com ascensões respectivas de 2,51% e 2,41% (Tabela 1).).

A cana-de-açúcar tem importante participação na formação do índice de preços recebidos pelo produtor paulista. Nesse mês, com índice negativo (-2,20%) o produto contribuiu para “segurar” o índice geral (Tabela 2). Esta dinâmica fica bastante clara na tabela 1, quando se exclui esse produto do cálculo o valor do IqPR dobra.

Ainda sob impactos da estiagem e das geadas que impactaram produções e reduziram as ofertas de vários produtos agropecuários, 15 dos 17 produtos analisados em agosto de 2021 tiveram elevações de preços. Destacaram-se os reajustes da batata (87,21%), da banana nanica (+26,22%) e do café (+15,27%). Os dois produtos que apresentaram quedas foram a laranja para indústria (-2,89%) e a cana-de-açúcar (-2,20%) (Tabela 2).
ÍNDICES ACUMULADOS NOS ÚLTIMOS 12 MESES
No acumulado de agosto de 2020 a agosto de 2021, todos os índices acumulam reajustes positivos bem superiores à inflação do período: segundo o IBGE, o acumulado do IPCA é de 9,7% (Figura 1).

Nesse intervalo, o IqPR variou positivamente em 11 meses (Figura 2), num acúmulo de reajustes de 56,80% (Figura 1). Com o acometimento da população brasileira pelo vírus da covid-19, as altas dos índices foram acentuadas progressivamente até o mês de novembro de 2020. Após uma queda no último mês de 2020 (Figura 2), altas progressivas e ininterruptas geraram aumentos que, no acumulado dos oito primeiros meses de 2021, atingiram um reajuste de 30,84% no IqPR (Figura 2).

Nesse intervalo de 12 meses, a alta dos produtos de origem animal (IqPR-A) chegou a 43,49%, enquanto os produtos de origem vegetal subiram 61,72% (Figura 1). Nesse período de um ano, 15 produtos do levantamento tiveram reajustes. Milho (90,72%), café (80,28%) e carne de frango (62,36%) foram as culturas que apresentaram as maiores altas no campo paulista nos últimos 12 meses (Tabela 1).
















