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Especiais Selectus nº 6201

México continua sendo o maior mercado para os lácteos dos EUA

México x EUA – O México é de longe o maior mercado de exportação dos lácteos dos Estados Unidos da América (EUA).

Fonte: Fonte: Dairy Herd - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Elchinator por Pixabay
México continua sendo o maior mercado para os lácteos dos EUA

Os lácteos, particularmente os queijos, fazem parte da dieta básica da população do México, um país onde predominam os desertos e montanhas, e que não consegue aumentar a produção de leite na velocidade necessária para atender à crescente demanda doméstica, observa Monica Ganley, analista do Daily Dairy Report, e diretora da Quarterra, empresa de consultoria sediada em Buenos Aires.

“Mesmo com imensos desafios nos últimos 18 meses, o México continua a ser uma oportunidade atraente para os exportadores de laticínios dos EUA”, disse Ganley.

“No entanto, a pandemia afetou profundamente a economia mexicana, e as dificuldades do setor de turismo tiveram um impacto particularmente profundo na economia do país, o que desacelerou, pelo menos temporariamente, as exportações de lácteos dos EUA para o México”.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), O produto interno bruto (PIB) do México teve uma contração estimada de 8,3% em 2020, e os analistas do Banco Central do México calculam que o crescimento neste ano deverá ser de 6,1%, significando que a atividade econômica do México só retornará ao nível pré-pandemia em 2022 ou depois.

Similar a grande parte do mundo, o México está passando pela terceira onda da pandemia do coronavírus, enquanto a vacinação de sua população continua metodicamente. No início de agosto, 30% das pessoas haviam recebido pelo menos uma dose da vacina de Covid.

“Apesar dos grandes desafios econômicos do último ano e meio, a demanda mexicana por produtos lácteos continua crescendo, embora modestamente”, disse Ganley. “Olhando para o futuro, à medida que o México sai dos momentos mais agudos da pandemia, o consumo de lácteos parece estar prestes a acelerar”.

De acordo com o último relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o consumo mexicando de lácteos subiu para estimados 12.947 milhões de toneladas em 2020, um aumento de 0,5%, depois de fazer ajuste por ser um ano bissexto.

A demanda por produtos como queijo e manteiga, impulsionou o crescimento geral, enquanto o consumo de leite fluido em casa caiu 1,3%, provavelmente em decorrência dos desafios econômicos enfrentados pelas famílias, de acordo com Ganley. Este ano, o USDA espera que o consumo de lácteos no México aumente em 1,1%.

“A recuperação econômica e o restabelecimento da atividade do setor de hospedagem devem impulsionar a demanda tanto para leite fluido como para produtos manufaturados, como queijo, manteiga e leites em pó”, disse ela.

“Mas a inflação global dos preços das commodities, incluindo commodities lácteas, podem corroer o poder de compra do país entre os indivíduos economicamente vulneráveis”.

Nos últimos anos, a produção de leite do México cresceu continuamente. A produção em 2020 aumentou 2,3%. Os produtores de leite mexicanos adicionaram 50.000 vacas de leite no último ano e a expectativa é de que outras 50.000 entrem nos rebanhos este ano, fazendo o rebanho nacional chegar a 6,6 milhões de cabeças, de acordo com o USDA.

“Apesar da impressionante trajetória da produção de leite do México, a indústria continua diante de desafios. Muitas fazendas são pequenas e não podem capitalizar em economias de escala, e a rápida valorização dos preços das rações este ano exerceu uma pressão significativa sobre as margens dos produtores mexicanos”, disse Ganley.

“muitos dependem de concentrados importados dos EUA”.

Nos primeiros cinco meses do ano, o México importou 501,8 milhões de pounds de lácteos dos EUA. Embora represente 12,8% de aumento em comparação com as importações influenciadas pela pandemia do ano passado, ainda é menos do que nos períodos comparáveis de 2018 e 209, quando as importações atingiram 562 milhões e 536,5 milhões de libras, respectivamente, de acordo com dados do USDA.

“O México ainda não pode atender sua demanda de lácteos apenas coma produção doméstica e, como tal, provavelmente continuará a buscar os EUA para preencher esta lacuna”, acrescentou ela.

“A proximidade geográfica e as relações comerciais favoráveis continuarão a fornecer aos EUA uma grande vantagem no mercado mexicano”.  

Acesse aqui a matéria na íntegra

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