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Seca histórica no Brasil prejudica as exportações de grãos da Argentina

Mudanças climáticas – A seca no Brasil reduziu drasticamente o nível do rio Paraná e poderá continuar no ano que vem, segundo os meteorologistas consultados pela Reuters. O nível atual da seca que “ocorre uma a cada 100 anos”, afetou a principal via de saída das exportações argentinas.

Fonte: Fonte: ámbito – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Leandro Parenti on Unsplash
Seca histórica no Brasil prejudica as exportações de grãos da Argentina

O país é o terceiro fornecedor mundial de milho e o maior exportador de farelo de soja para alimentação de bovinos, utilizada para engorda de suínos e aves da Europa até o sudeste asiático. As exportações agrícolas são a principal fonte das divisas que a Argentina precisa para reforçar as reservas do Banco Central.

No sul do Brasil, onde nasce o rio Paraná, está no terceiro ano de seca. Isso fez cair o nível do rio Paraná a seu menor nível em quase 77 anos no polo aeroportuário argentino de Rosario, localizado sobre o rio, onde são embarcadas 80% das exportações agrícolas e agroindustriais do país.

“Trata-se de um acontecimento que ocorre uma vez a cada cem anos. Essa é a frequência que estamos vendo”, disse Isaac Hankes, analista meteorológico de Refinitiv, negócio financeiro e de riscos da Thomson Reuters, em referência à seca na bacia brasileira do Paraná. O informe do painel climático nas Nações Unidas concluiu que as mudanças climáticas estão tornando mais frequentes os fenômenos meteorológicos extremos.

Os bascos que zarpam de Rosario estão carregando entre 18% e 25% menos do que o normal devido à pouca profundidade da água do rio, disse Guillermo Wade, gerente da Câmara de Atividades Portuárias e Marítimas da Argentina (CAPyM).

Os custos logísticos também aumentaram, já que pela menor capacidade de carga em Rosario, muitos agricultores estão enviando as mercadorias para os portos oceânicos de Bahia Blanca e Necochea, no sul da província de Buenos Aires, onde os barcos habitualmente completam embarques depois de passar pelos terminais de Rosario.

Nos últimos 12 meses, a bacia alta do rio Paraná recebeu somente entre 50% e 75% das precipitações normais.

Um executivo argentino de uma agro-exportadora internacional com uma importante operação em Rosario de transformação de grãos em farelo concorda que a crise do Paraná provavelmente continuará no próximo ano. O executivo pediu para não ser identificado devido às políticas da empresa.

“A situação continuará sendo crítica até outubro, melhorando no final do quarto trimestre e no primeiro trimestre. Mas a partir de abril, quando começa a colheita de soja e milho na Argentina, já se espera maior quantidade de navios de carga, o rio, em Rosario, voltará ao cenário similar ao de 2021”, disse o executivo.

Acesse aqui a matéria na íntegra 

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