Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Oceania – Relatório 31 de 05/08/2021
Leite/Oceania – A produção de leite australiana começa bem a estação, com boas condições de pastagens e alimentos em abundância.
As regiões das principais bacias leiteiras receberam chuvas normais este ano. Além disso, existe um grande otimismo dos produtores em relação aos preços que estão em níveis lucrativos durante a temporada. De acordo com o relatório do Escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) Austrália a produção de leite em 2021 foi revisada para menos, e ficará em 9,2 milhões de toneladas, uma redução de 2% em relação a 2020. Grande parte dessa queda é atribuída à redução das vacas leiteiras.

Na Nova Zelândia as parições começaram bem. A nova temporada está sendo liderada pela Ilha Norte que contribuiu para a produção inicial da estação e fornece os números preliminares de produção de leite. Exceto as inundações em regiões isoladas, o clima está favorecendo o crescimento das pastagens. As primeiras previsões sugerem chuvas dentro do normal, ou ligeiramente acima, nos próximos meses, o que corresponderá à forma da temporada, já que 60% da produção é obtida de agosto a dezembro. De acordo com o relatório do USDA, a produção de leite de 2021 foi revisada para 22,4 milhões de toneladas, com aumento de 1% em relação a 2020. Para a temporada 2021/22 a previsão é de crescimento de 1,6%. Entretanto, é muito cedo para projeções. A queda dos preços no GlobalDairyTrade (GDT) exerce pressão sobre a previsão dos preços do leite. Em particular, a queda nas cotações do leite em pó integral (WMP) nos dois últimos eventos, quando o volume ofertado do produto foi reduzido, tentando fortalecer os preços na plataforma. A previsão do preço do leite ao produtor, depois do último GDT, caiu para a faixa NZ$ 7,47-NZ$ 8,05/kgMS e depende ainda da relação cambial entre o dólar kiwi e o estadunidense (NZ$/US$), e a evolução dos preços das commodities.
A nova temporada terá um efeito dramático na formação dos preços futuros e dependerá do quão agressivos serão os compradores. Embora a demanda por produtos lácteos exista, os compradores estão dispostos a pagar preços tão elevados neste momento.
As exportações da Nova Zelândia de janeiro a junho de 2021 totalizaram 133.000 toneladas, representando aumento de 21,9% em relação ao mesmo período de 2020, de acordo com o site CLAL.
Os principais destinos, quantidades e percentuais foram: China, 101.090 toneladas, +38,06%; Taiwan, 7.297 toneladas, +6,71%; e Filipinas, 6.751 toneladas, -33%.

















