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Lago seca na Bolívia e cientistas temem que nunca mais volte a encher

Seca/Bolívia - O Lago Poopó, na Bolívia, já foi fonte de vida para os habitantes locais que pescavam em suas águas abundantes e cultivavam ao longo de suas margens. Agora, é um deserto.

Fonte: Fonte: Agência Brasil | Foto de capa: Imagem de daniel coria por Pixabay
Lago seca na Bolívia e cientistas temem que nunca mais volte a encher

Cientistas dizem que o antigo lago, que se espalha pelo altiplano ensolarado da Bolívia, é vítima de décadas de desvio de água para necessidades regionais de irrigação. E o clima mais quente e seco torna sua recuperação cada vez mais improvável.

"É como uma tempestade perfeita", diz Jorge Molina, pesquisador da Universidad Mayor de San Andrés. "A cada ano que passa, a situação piora."

O lago, o segundo maior da Bolívia, era muito raso e tradicionalmente subia e descia de nível, de acordo com cientistas e antigos habitantes aymarás do lago.

Valerio Rojas, que antes ganhava a vida pescando no lago, diz que os anciãos da aldeia contam que o lago recarregava a cada 50 anos. Mas, olhando para a área ressecada que resta, ele tem suas dúvidas.

"O lago vai encher de novo? Com ​​essa mudança climática e poluição, me parece que o clima não pode mais ser previsto", disse Rojas. "Em nossa língua aymara diz-se: 'Nossa mãe terra está cansada'."

Os cientistas também estão ficando céticos. Molina diz que os Andes estão ultrapassando o aumento da temperatura média global, especialmente durante o dia, o que significa que a evaporação aumentou, tornando especialmente difícil para um lago raso - e sua flora e fauna - sobreviver.

"Não é mais um lago funcional. Um lago que seca com muita frequência não é mais funcional para a fauna, a flora e a biodiversidade", disse Molina à Reuters.

A seca também está afastando as comunidades que antes viviam ao longo de suas margens, diz Benedicta Uguera, uma indígena de Untavi que criava gado em uma ilha no lago.

"As famílias decidiram deixar a ilha, porque não podemos sobreviver sem água e não há mais vida", afirmou.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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