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Economia Selectus nº 6174

Produção industrial cresce em 11 de 15 locais pesquisados em maio

Produção industrial - O crescimento de 1,4% na produção industrial na passagem de abril para maio foi acompanhado por 11 dos 15 locais analisados pela edição regional da Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional).

Fonte: Fonte: IBGE | Foto de capa: Imagem de Ulrike Leone por Pixabay
Produção industrial cresce em 11 de 15 locais pesquisados em maio

As maiores altas foram verificadas em Goiás (4,8%) e Minas Gerais (4,6%), que eliminaram os recuos de 1,7% e 0,7% registrados em abril, seguidos por Ceará (4,4%) e Rio de Janeiro (4,3%), que acentuaram seus avanços de 3,0% e 1,6% no mês anterior. Esses são alguns resultados que o IBGE divulga hoje (8).

“Em maio, houve uma mudança de cenário na produção industrial, que vinha registrando taxas negativas nos últimos três meses e que, em abril, teve 10 dos 15 dos locais pesquisados com resultados negativos. Essa movimentação pode ser atribuída a uma maior flexibilização das medidas restritivas em função da pandemia”, explica o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

Ele lembra que, nos meses que antecederam maio, houve diversos locais do país em que foram enrijecidas as medidas de distanciamento social, devido a um novo pico do número de casos da doença. “Assim, houve paralisação de plantas da indústria, bem como a promoção de rodízios de horários de funcionamento, entre outras ações, e tudo isso afeta diretamente a cadeia produtiva. Já em maio, temos uma melhora nesse quadro e a indústria vai recuperando fôlego”, aponta Almeida.

Produção industrial cresce em 11 de 15 locais pesquisados em maio

A principal influência positiva na média nacional da indústria veio de São Paulo, puxada pelos setores de alimentos e derivados de petróleo, e, em seguida, de Minas Gerais, puxada também pela produção alimentícia, mas, ainda, por veículos automotores e metalurgia. O Rio de Janeiro, com suas indústrias de derivados do petróleo, extrativas e farmacêutica; Goiás, com alimentos e derivados do petróleo, e Ceará, com vestuário e alimentícios, além de couro, artigos para viagem e calçados, também se destacaram nesse sentido.

“Já o principal impacto negativo veio do Paraná, que, com o recuo de 1,4% em maio, soma 3,6% de queda em dois meses consecutivos de retração. Mas o maior recuo percentual do mês foi o da região Nordeste (-2,8%), que registrou a sexta taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período redução de 22,2%”, acrescenta Bernardo Almeida.

Em relação a maio de 2020, alta em 12 locais

Na comparação com maio do ano passado, a indústria cresceu 24,0% em maio de 2021, com 12 dos 15 locais registrando taxas positivas. O Amazonas (98,2%) e o Ceará (81,1%) tiveram as expansões mais intensas, porém Santa Catarina (38,7%), Espírito Santo (37,9%), Minas Gerais (32,3%), São Paulo (31,4%) e Rio Grande do Sul (29,3%) também tiveram destaque.

“Além do fato de que maio de 2021 (21 dias) teve um dia útil a mais do que o de 2020 (20), cabe ressaltar que os resultados tão elevados nessa comparação se devem, em boa parte, a uma base de comparação baixa, já que, em maio de 2020, o setor foi afetado por paralisações ocorridas em diversas plantas industriais, devido à pandemia”, lembra Almeida, acrescentando que, em maio de 2020, a indústria atingiu o seu segundo pior patamar em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2002 – perdendo apenas para abril de 2020.

Por outro lado, a Bahia (-17,7%) apontou o recuo mais elevado em maio de 2021 frente a maio de 2020, pressionado pelo comportamento negativo vindo da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. As demais taxas negativas vieram do Mato Grosso (-2,2%) e de Goiás (-0,3%).

Mais sobre a pesquisa

A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e região Nordeste. Veja os resultados completos no Sidra.

 Acesse aqui a matéria na íntegra

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