Confiança do paulista sobe pela primeira vez
Confiança do consumidor/SP - Após um ano e meio de pandemia, a Associação Comercial de São Paulo verificou que os consumidores paulistas estão começando a ter, pela primeira vez este ano, uma melhor perspectiva de futuro para a economia. Conforme o recorte estadual do Índice Nacional de Confiança (INC-SP), o indicador do mês de junho mostrou 65 pontos na confiança, três a mais que em maio.

É claro que esse fato não reflete diretamente na realidade que o paulista está vivenciando hoje, por conta da situação financeira e do emprego em São Paulo, visto com críticas pelos entrevistados. Do total, 58% dizem estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com a vida que levam atualmente, mas as medidas tomadas podem mudar essa visão com o passar dos meses.
“Os aumentos da vacinação e da mobilidade urbana seguidos da menor quantidade de medidas restritivas adotadas pelo Poder Público fizeram crescer a confiança no futuro, mas não mudaram a percepção da realidade”, analisa Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP. "Vai demorar muito tempo ainda para que alguns setores da economia, como os informais, sintam a retomada da economia. Muitas oportunidades foram cortadas ou substituídas por recursos tecnológicos durante a pandemia”, destaca.
Conforme o levantamento, 69% dos entrevistados afirmam que ficaram desempregados ou conhecem alguém que tenha ficado fora do mercado de trabalho nos últimos seis meses. Além disso, de acordo com Solimeo ainda vai demorar muito tempo para que alguns setores da economia, como os informais, sintam a retomada da economia. “Muitas oportunidades foram cortadas ou substituídas por recursos tecnológicos durante a pandemia.”
Outro ponto curioso é que o paulista acredita que ainda não é a hora de pensar em consumo. Das pessoas ouvidas, 48% disseram não estar seguras para comprar um carro ou uma casa, enquanto 46% não pensam em comprar fogão ou geladeira. O percentual é pior ainda do que em maio (47% e 42% respectivamente). “Quando as pessoas olham para frente, claramente, enxergam um futuro melhor. No entanto, elas percebem que a vida ainda não está boa”, lembra o economista.
A pesquisa INC-SP, que vai de 0 a 200, mede a visão e a segurança da população em relação ao país, a situação financeira, e prevê o comportamento das pessoas na hora da compra. Os dados foram coletados com 887 entrevistados pertencentes a todas as classes sociais na região metropolitana de São Paulo, interior e litoral.
















