Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Especiais Selectus nº 6157

FAO – A produção de leite aumentará em 2021

Produção/Perspectivas FAO – A previsão é de que a produção mundial de leite chegará a 921 milhões de toneladas em 2021, com crescimento de 1,6% em relação a 2020. A expansão ocorrerá em todas as áreas geográficas, com a Ásia apresentando o maior volume, seguida pela América do Norte, Europa, América do Sul, Oceania, América Central e Caribe e África.

Fonte: Fonte: FAO – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem FAO
FAO – A produção de leite aumentará em 2021

Na Ásia, a produção de leite em 2021 deve chegar a 388 milhões de toneladas, crescimento de 2,5% em relação a 2020, com mais de 80% dessa expansão vindo da Índia, China, Paquistão e Turquia, nesta ordem em volume. Na Índia, o aumento do rebanho e da produção de leite, juntamente com as chuvas de monções favoráveis proporcionando maior disponibilidade de forragens, deverá resultar na produção de 199 milhões de toneladas de leite, aumento de 2,2% na comparação anual.

No entanto, a rápida deterioração da infecção de Covid-19 na Índia pode representar um desafio para o ritmo de expansão, dado os obstáculos que surgem para a captação de leite nas fazendas espalhadas em vastas áreas.

A produção de leite na China deve atingir 38 milhões de toneladas, 6,1% de crescimento em relação a 2020, sustentada pela produção das fazendas intensivas de grande escala, que utilizam genética cada vez mais avançada, ordenhas mecânicas, técnicas modernas de gestão de qualidade dos suplementos. Acima de tudo, o aumento da confiança do consumidor no leite local em decorrência dos rigorosos requisitos de qualidade e o estabelecimento de sistemas de rastreabilidade, que podem garantir a expansão da produção.

Sustentada pelo crescimento do rebanho leiteiro, a produção de leite no Paquistão deve se expandir 3% e sua produção total chegará ao recorde de 59 milhões de toneladas em 2021.

A expansão da produção de leite é provável em vários outros países da Ásia, incluindo o Cazaquistão, Uzbequistão, República Islâmica do Irã e Japão, impulsionada pelo aumento da demanda dos consumidores e assistência governamental para estabilizar os mercados e modernizar fazendas leiteiras.

Na Europa, está previsto aumento de 0,6% na produção total de leite, chegando a prováveis 237 milhões de toneladas em 2021. O maior aumento deve ser na União Europeia, que será seguida pela Rússia e Bielorrúsia. O forte crescimento da produtividade, clima favorável na primavera e verão proporcionando produção de alimentos e pastagens nas próprias fazendas serão a garantia para a expansão da produção de leite na União Europeia, apesar do declínio do rebanho e o frio no início do ano, que contraiu a produção e a captação de leite.

Os atuais preços baixos do leite e o aumento nos custos de alimentação podem impedir o crescimento de alguns produtores na União Europeia.  

Na Rússia, a alta produção de leite em novas fazendas, melhores preços aos produtores e linhas governamentais de financiamento a taxas menores incentivam o aumento da produção de leite. Além disso, houve aumento da confiança dos consumidores, depois da introdução de sistemas de gestão de qualidade do leite, incluindo a rastreabilidade, a apreensão de produtos que não atendessem os requisitos regulamentares, e um sistema de certificação eletrônica, o que provavelmente continuará a impulsionar o consumo e a produção de leite.

Na Bielorrússia, a melhora no manejo das fazendas aumentou o uso de ração de melhor qualidade e a demanda firme de países vizinhos, principalmente a Rússia, sustentam o crescimento da produção. O contrário, no entanto, deverá ocorrer na Ucrânia onde a previsão é de queda como reflexo do declínio do rebanho leiteiro e perda da rentabilidade dos produtores pelo aumento dos custos da ração e a franca demanda de importação.

Na América do Norte, a produção de leite deverá atingir 113 milhões de toneladas em 2021, um aumento de 1,9% na comparação anual, com quase todo o volume extra vindo dos Estados Unidos da América. Muito do aumento previsto na produção de leite dos Estados Unidos é atribuído ao aumento do rebanho leiteiro e à produtividade animal. A segunda etapa do Programa de Assistência Alimentar do Coronavírus foi implantada a partir de 05 de abril de 2021, é provável que mantenha o preço do leite ao produtor estável, enquanto que a campanha nacional de vacinação do Covid-19 pode retomar as vendas de lácteos para o setor de serviços de alimentação, sustentando a produção.

É provável que a produção de leite no Canadá aumente ligeiramente, em decorrência do programa de apoio ao preço da manteiga adotado em 1º de fevereiro de 2021, e possíveis aumentos na demanda interna e externa, especialmente da manteiga e leite em pó desnatado (SMP).

Na América do Sul está previsto aumento de 1,1% na produção de leite, para alcançar 83,5 milhões em 2021, com grande parte do aumento projetado para vir do Brasil, Colômbia e Argentina.

No Brasil, a produção deverá crescer 1%, um pouco abaixo dos 2,1% registrados no ano passado, para chegar a 37 milhões de toneladas, com um ligeiro aumento do rebanho e produtividade animal, especialmente nas fazendas de grande escala. No entanto, a produção de leite em 2021 enfrentará um grandes desafios em relação às condições do tempo seco, especialmente nas regiões sudeste e centro-oeste do país, e os custos crescentes decorrentes da elevação dos preços do milho, dificultando o uso de ração e estimulando o abate de vacas.    

Na Colômbia, a produção de leite deve se expandir em resposta à decisão do governo de aumentar os preços do leite em 3,5% a partir de março de 2021.

Na Argentina, a produção de leite cresce, sustentada pelas vendas externas potencialmente altas a preços competitivos, dada à desvalorização da moeda do país. Como indicativo de crescimento da produção, o nível do preço do leite ao produtor continua acima dos registrados no ano passado, até abril de 2021.

Em outras partes da América do Sul, como no Uruguai, deve aumentar com as chuvas favoráveis e boas condições de pastagens, mas os crescentes aumentos de custos podem afetar o ritmo de expansão.

A produção de leite deve expandir ligeiramente no Chile, ajudada por possíveis melhorias na demanda.

Na Oceania, a produção de leite deverá crescer 1,2% em 2021, quase a mesma taxa do ano passado, e chegar a 31,5 milhões de toneladas. Na Austrália a produção de leite deverá superar 9 milhões de toneladas, com crescimento de 1,2% em relação a 2020, refletindo a melhora na disponibilidade de pastagens e forragens, após as recentes chuvas, além da maior disponibilidade de ração como resultado da safra recorde de grãos. Esperam-se que a assistência do governo a famílias agrícolas afetadas pela seca e medidas de isolamento social do Covid-19 mais brandas contribuam para a estabilidade da produção. Ainda assim, a escassez de mão de obra, encerramento de fazendas, menor rebanho leiteiro e menor produtividade podem pesar nas perspectivas de produção.

Após ligeiro crescimento, em 2020, a produção de leite da Nova Zelândia deve crescer 1,2% em 2021, chegando a 22 milhões de toneladas, devido ao aumento de produtividade, que compensará o declínio do rebanho leiteiro. Além disso, o aumento do preço ao produtor, a redução na necessidade de ração com o melhoramento das pastagens, junto com as medidas governamentais de assistência ao Covid-19, poderão aumentar as margens e a produção de leite.

Na América Central e Caribe, a produção de leite pode atingir 19 milhões de toneladas, subindo 1,8% na comparação anual, puxada principalmente pelo maior produtor de leite da região, o México. Melhorias na tecnologia agrícola e genética e aumento na produção de ração animal são vistos como os principais fatores por trás do crescimento esperado na produção de leite do México. No entanto, a manutenção desta tendência só será confirmada se houver retomada da atividade econômica e crescimento do emprego. Em outros lugares, as condições climáticas favoráveis tendem a sustentar a expansão da produção de leite.

Na África o volume total de leite produzido deve atingir 49 milhões de toneladas, semelhante a 2020, sustentado por um provável aumento da produção na Argélia, entre outros, compensando as contrações que ocorrerão em vários países, especialmente na África do Sul. Na Argélia, a produção de leite deve aumentar em decorrência dos esforços governamentais desde 2020 para incentivar a modernização das fazendas e aumentar o uso do leite produzido localmente na indústria de processamento de alimentos.

Por outro lado, na África do Sul a produção de leite pode diminuir devido aos crescentes custos da ração e os baixos preços do leite ao produtor.

Acesse aqui o relatório completo 

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients