Argentina – A soja e o milho têm o maior “poder de compra” em 15 anos
Soja – O significativo aumento dos preços internacionais do milho e da soja melhorou o poder de compra dos grãos, que foram elevados ao maior nível nos últimos 15 anos. Em qualquer comparação – variáveis como construção, diesel, salários – o resultado é que se necessitam menos quilos da oleaginosa ou do cereal para efetuar a operação.

Um trabalho do economista Juan Manuel Garzón, do Ieral, da Fundação Mediterrânea, mostra que o valor da tonelada de soja a preços constantes foi de AR$ 23.659 em média nos últimos 15 anos; de AR$ 21.043 nos últimos cinco anos; de AR$ 21.951 em 2019; de AR$ 25.055 no ano passado, e de AR$ 30.810 em abril último. No caso do milho, essa evolução foi: ZR$ 12.338 média de 2005 a 2020; AR$ 12.473 nos últimos cinco anos; AR$ 13.064 em 2019; AR$ 14.594 em 2020 e AR$ 19.498 no mês passado.
O documento estabelece relações com diferentes bens. Por acaso, em abril, com 1,51 toneladas de soja se pagou um metro quadrado de construção, enquanto que no ano passado seriam necessários 1,94 e em 2019 de 2,13 toneladas. Se a comparação for antes, nos últimos 15 anos seriam 2,12 toneladas, de 2015 para cá a média foi de 2,29.
As mesmas comparações, mas com o milho, em abril 2,39 toneladas de milho pagariam um metro quadrado de construção; no ano passado seriam necessárias 3,33 toneladas; 3,58 toneladas em 2019.
No caso de quilos de soja necessários para comprar um litro de diesel, em abril foram 2,75 contra 3,10 um ano atrás e 3,91 quilos em 2019.
Esta relação com quilos de milho equivalentes a um litro de diesel foi de 4,35 quilos no mês passado; 5,32 em 2020 e 6,59 em 2019. A média de 2005 a 2020, é de 6,69 quilos e nos últimos cinco anos, de 6,48 quilos.
















