Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Economia Selectus nº 6121

Pandemia e redução do auxílio põem 5,4 milhões na pobreza e 9,1 milhões na extrema pobreza

Pobreza - A volta do auxílio emergencial, em valores menores do que os do ano passado, será insuficiente para mitigar os efeitos do período mais agudo da pandemia, e a pobreza e a extrema pobreza deverão superar níveis anteriores ao início da crise.

Fonte: Fonte: Valor Econômico | Foto de capa: Pixabay
Pandemia e redução do auxílio põem 5,4 milhões na pobreza e 9,1 milhões na extrema pobreza

As conclusões são de estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made) da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP).

Em 2020, o pagamento do benefício, em mais parcelas e em valores maiores do que os deste ano, ajudou a recompor a renda e proteger as populações mais vulneráveis. Em julho, quando o auxílio emergencial ainda era de R$ 600 por mês, o percentual de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza chegou a cair para 20,3%. Agora, a estimativa é que essa taxa cresça para 28,9%, 4,1 pontos acima do observado antes da covid-19.

Já a extrema pobreza deverá atingir 9,1% dos brasileiros neste ano, 2,5 pontos acima do nível pré-pandemia. No momento mais favorável, também em julho, essa parcela da população havia recuado para 2,4%.

Em relação ao início da pandemia, um total de 5,4 milhões de brasileiros passam a viver em situação de pobreza e 9,1 milhões, de extrema pobreza. Na comparação com julho, esses números aumentam para 18,1 milhões e 14,3 milhões, respectivamente.

A análise utilizou dados da Pesquisa Nacional Anual de Domicílios (Pnad) de 2019 e de 2020 (Pnad-Covid), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Dado que a crise econômica que o Brasil vive hoje é resultado da crise de saúde pública, enquanto a pandemia está fora de controle no país, é necessário que políticas de proteção econômica sejam fortalecidas, e não mitigadas", diz o estudo realizado por Luiza Nassif-Pires, Luísa Cardoso e Ana Luíza Matos de Oliveira.

As três pesquisadoras notam que, enquanto a crise sanitária se agravava, entre janeiro e março deste ano, o programa de transferência de renda foi suspenso.

Nos recortes por gênero e raça, as simulações apontam impacto ainda maior da crise na vida das mulheres negras. Antes da pandemia, a pobreza atingia 33% das mulheres negras, 32% dos homens negros, 15% das mulheres brancas e 15% dos homens brancos. No cenário de 2021, esses índices chegam a 38%, 36%, 19% e 19%, respectivamente.

As taxas de extrema pobreza antes da crise eram de 9,2% entre mulheres negras, 8,9% entre homens negros, 3,5% entre mulheres brancas e 3,4% entre homens brancos. Neste ano, elas passam para 12,3%, 11,6%, 5,6% e 5,5%, respectivamente.

Depois de distribuir cinco parcelas mensais de R$ 600 e mais quatro de R$ 300, o governo reduziu o valor do auxílio emergencial para uma média de R$ 250 por mês neste ano – R$ 150 para domicílios unipessoais, R$ 250 para domicílios com mais de uma pessoa e R$ 375 para mães solo. O total de desembolso, como esperado, é significativamente menor: R$ 44 bilhões em 2021, contra R$ 295 bilhões em 2020.

“Para combater a pobreza e as desigualdades, recomendamos a continuação do auxílio emergencial até o fim da pandemia e a implementação de auxílios estaduais e municipais que possam compensar o baixo valor do auxílio federal de 2021”, dizem as pesquisadoras.

Acesse aqui a matéria na íntegra

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients