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Especiais Selectus nº 6115

Espanha – Cooperativas pedem que os rótulos sejam avaliadas cientificamente

Rótulos/Espanha – Cooperativas Agroalimentares da Espanha mudaram a postura diante do rótulo nutricional frontal, NutriScore®, defendida pelo Ministério de Consumo. Para as Cooperativas, qualquer rótulo frontal deve ser proposto em bases científicas, que tenha solidez, independência e confiança, assim como diretrizes dietéticas cientificamente fundamentadas.

Fonte: Fonte: Agronews – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: CC Search BY-SA 2.0
Espanha – Cooperativas pedem que os rótulos sejam avaliadas cientificamente

Tal e como assinalado pelas Cooperativas, NutriScore® não se baseia na avaliação completa dos alimentos, e não leva em consideração aspectos como o teor de proteínas de importante valor biológico, as características diferentes das gorduras, a presença de vitaminas, minerais e outros elementos. Tampouco avalia o grau de transformação dos alimentos ou se é de consumo habitual. Toma como referência porções de 100 gramas, quando para alguns alimentos, o consumo habitual está muito longe desta quantidade.

O consumidor deve realizar uma compra consciente com base em informações realmente verdadeiras acerca das características nutricionais dos alimentos. As Cooperativas Agroalimentares da Espanha temem que um sistema de rotulagem com códigos coloridos, terminem classificando os alimentos de forma discriminatória e questionáveis, separados entre “bom” e “mal”. Por isso, defende um rótulo frontal que não estigmatiza produtos específicos, que em muitos casos, são produtos primários ou minimamente processados e, ao contrário de produtos ultraprocessados, não podem ser reformulados. Por outro lado, para um produto ser equilibrado nutricionalmente, não tem que depender, necessariamente, de sua origem animal ou vegetal.

As Cooperativas Agroalimentares da Espanha consideram necessário revisar a classificação dos alimentos de acordo com suas características naturais e saudáveis, porque não se deve privar o consumidor de escolher alimentos de qualidade e de alto valor nutricional. Ao mesmo tempo, destaca que o Ministério de Consumo e o setor devem fazer um esforço para melhorar o conhecimento e a educação em alimentação e nutrição, especialmente, levando em consideração a repercussão que tem sobre a saúde individual e pública.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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