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Especiais Selectus nº 6102

Argentina – China comprou mais lácteos e a Argentina lhe vendeu menos

Exportações/AR – As importações globais chinesas de produtos lácteos cresceram 27,8% no primeiro bimestre de 2021, segundo dados da Alfândega analisados pela consultoria Economía Láctea.

Fonte: Fonte: La Nacion – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: CC Search BY 2.0
Argentina – China comprou mais lácteos e a Argentina lhe vendeu menos

O forte ritmo das compras chinesas parece estar de acordo com o que ocorre com outros produtos como a soja e o milho. O país asiático comprou de todo o mundo 100 milhões de toneladas da oleaginosa e 24 milhões de toneladas do cereal, atingindo nível recorde.

Neste contexto, o boom chinês abre oportunidades para os lácteos argentinos, embora as vendas de 2020 para o país asiático tenham totalizado 24.794 toneladas, 7% menos em relação a 2019, de acordo com os dados da Alfândega da China. Inclusive nos dois primeiros meses de 2021 a China comprou 18% menos (4.398 toneladas) em relação a igual período de 2020.

Para entender o ocorrido é preciso olhar o caso da febre suína africana na China, que teve um forte impacto sobre a produção de porcos na China, com milhões de animais mortos. “No caso da Argentina o soro é um importante produto de exportação para o mercado asiático e no ano passado, demandaram menos soro em decorrência da peste suína”, destacou José Quintana, titular da consultoria. Olhando os dados do primeiro bimestre de 2021 se observa que, com 3.941 toneladas, o soro representou 89,6% das compras que a China fez na Argentina. Já do total vendido em 2020, 66,2% foi de soro de leite e derivados, representando 16.417 toneladas.

Vale lembrar que em 2020, segundo dados do departamento de estatísticas (INDEC, a Argentina exportou US$ 1.002 milhões em lácteos para o mundo, o que representou melhora de 25,6% em relação a 2019. O Indec destacou que os principais compradores foram Brasil, Argélia, Rússia, Chile, China e Peru.

“As exportações do complexo lácteo em 2020 foram 1,8% das exportações totais da Argentina. Entre as vendas externas ficaram em destaque o leite em pó integral, mussarela, soro, queijo de massa semi dura e dura e manteiga. Os principais mercados foram Mercosul (US$ 340 milhões, com o Brasil tendo 90% de participação), “Magreb e Egito” (US$ 218 milhões); CEI – Comunidade de Estados Independentes (US$ 136 milhões); “Resto de ALADI” (US$ 76 milhões) e Chile (US$ 74 milhões), disse o Indec em seu mais recente boletim.

A Economia Láctea fez uma análise, por produto, das importações totais da China no primeiro bimestre de 2021. Ali se pode ver que enquanto o leite em pó representou elevação de 9% das compras chinesas, os leites fluidos subiram 63%, e os soros e derivados 50%.

“Deste total de 242.290 toneladas foram de leite em pó integral que representou 33,8% do volume total importado. Neste caso o incremento em relação a 2020 foi de 9%, já que no ano passado foram importadas 222.212 toneladas nos dois primeiros meses do ano”, destacou a consultoria. Cerca de 96,4% das importações de leite em pó integral tiveram como origem a Nova Zelândia.

Por outro lado, os leites fluidos, que subiram 62%, passaram de 96.341 toneladas no primeiro bimestre de 2020, para 156.066 toneladas no primeiro bimestre de 2021.

“Estes produtos ocuparam o segundo lugar no volume total importado, 18,6%, deslocando o soro de leite e seus derivados para a terceira posição”, disse Economía Láctea.

Em relação ao soro de leite e derivados, cujas compras chinesas cresceram 50% em relação ao primeiro bimestre de 2020, alcançaram 126.221 toneladas e representaram 17,6% do volume total importado.

“O fato das maiores taxas de crescimento ocorrerem em leites fluidos e derivados do soro levam a que o incremento expresso em litros equivalente leite seja menor que quando medido em toneladas, uma vez que a conversão do leite fluido é de 1 litro/kg, e no caso de queijos e leite em pó, a faixa de conversão fica entre 7,5 e 14 litros/kg)”, disse a consultoria.

“Embora o valor absoluto possa variar em função dos coeficientes utilizados, o dado rlelevante é o crescimento de 19,6% em relação ao mesmo período do ano passado, o suficiente para mexer com a agulha de um mercado tão pequeno como o internacional de lácteos”, acrescentou a Economía Láctea.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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