Verde Campo avança em lácteos saudáveis
Verde Campo - Com o aumento da demanda por produtos saudáveis durante a pandemia de covid-19, a Verde Campo, empresa de laticínios saudável controlada pela Coca-Cola, ampliou em 10% seu faturamento em 2020.

A área de queijos foi o destaque, com aumento de vendas de 25% em relação a 2019. “A alimentação em casa fez com que as pessoas usassem mais queijo para cozinhar, o que elevou as vendas. Por outro lado, os iogurtes proteicos sofreram um pouco porque são muito atrelados às atividades físicas e às academias, que ficaram muito tempo fechadas no ano passado”, diz Arlindo Curzi, CEO da companhia.
Os valores de faturamento não foram divulgados. Para 2021, a empresa prevê o lançamento de 15 novos produtos e tem expectativa de aumentar seu faturamento em 30%. A intenção é também ampliar os pontos de venda diretos e indiretos, elevando o número dos atuais 20 mil para 80 mil.
A Verde Campo trabalha com produtos mais proteicos, sem lactose e também com probióticos. Nos últimos anos, a empresa investiu R$ 80 milhões em seu complexo fabril localizado em Lavras (MG). Os desembolsos foram feitos para ampliar a produção e adaptar sua estrutura para a fabricação de alimentos sem conservantes, corantes e aromatizantes.
A empresa investiu também na profissionalização dos produtores de leite, com suporte técnico e orientações sobre melhoria genética e a alimentação das vacas.
“O resultado é que, pela contagem bacteriana, temos um dos leites mais saudáveis do mercado”, disse o CEO. A Verde Campo utiliza leite com até 10 mil bactérias por mililitro. A legislação brasileira permite 300 mil bactérias por mililitro. Fundada há 21 anos, a Verde Campo tem como foco a produção de produtos lácteos com características funcionais. No Brasil, as vendas da categoria de alimentos saudáveis cresceram 3,5% em 2020 e chegaram a R$ 100 bilhões, segundo a consultoria Euromonitor Internacional.
Por Fernanda Pressinott — De São Paulo
















