Em fevereiro o Índice FAO dos alimentos registra alta pelo nono mês consecutivo
Índices FAO – De acordo com os dados publicados hoje pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), os preços mundiais dos alimentos tiveram aumento pelo nono mês consecutivo, em fevereiro, com açúcar e óleos vegetais no topo.

O Índice FAO dos alimentos, que acompanha a variação mensal dos preços internacionais dos alimentos mais importantes no comércio mundial, chegou a 116,0 pontos em fevereiro, o que representou alta de 2,4% em relação ao mês anterior e de 26,5% quando comparado com fevereiro de 2020.

O índice FAO do Preço de Açúcar subiu 6,4% no mês de fevereiro, em relação ao mês de janeiro, fechando em 100,2 pontos. Foi a segunda alta mensal consecutiva e atingiu o nível mais elevado desde abril de 2017. As baixas produções nos principais países produtores e a forte demanda de importação na Ásia fizeram ressurgir temores sobre a oferta global limitada. As perspectivas de uma recuperação da produção na Tailândia e uma colheita recorde na Índia limitaram a progressão.
O Índice FAO de óleos vegetais ganhou 6,2% e atingiu seu maior nível desde maio de 2012. Os preços do óleo de palma, de soja, de colza e girassol aumentaram.
O Índice FAO dos Cereais aumentou 1,2% em relação à média do mês de janeiro. Os preços do sorgo saltaram 17,4% no mês, diante da forte demanda da China. Os preços internacionais do milho, trigo e arroz ficaram estáveis ou com ligeiro aumento.
O Índice FAO de carne* chegou à média de 96,4 pontos em fevereiro, com elevação de 0,6% em relação a janeiro. É o quinto mês consecutivo de alta, mas está em nível inferior ao do mesmo mês do ano passado. As cotações internacionais da carne bovina e ovina subiram, principalmente, pela fraca oferta nas principais regiões produtoras, agravadas pela acentuada queda operacional na Oceania, que suspendeu o abate para recomposição do rebanho. Por outro lado, os preços da carne suína recuaram com a suspensão das compras chinesas, e os excedentes consideráveis de porcos não vendidos na Alemanha, em decorrência da interdição de exportações para os mercados asiáticos, que vem sendo mantida. A contração chinesa também pesou sobre os preços mundiais da carne de frango, mesmo com a interrupção na oferta provocada pelas tempestades de inverno ocorridas nos Estados Unidos da América,

Índice FAO dos Preços dos Lácteos
O Índice FAO dos Preços dos Lácteos subiu 1,7%, fechando em 113 pontos no mês de fevereiro, registrando a nona alta consecutiva. O Índice se aproxima de seu maior nível em 40 meses. Em fevereiro os preços internacionais da manteiga subiram pelo efeito da forte demanda da China, junto com uma demanda interna em alta na Europa Ocidental que reduziu os excedentes exportáveis. As cotações do leite em pó integral registraram alta explicada pelo elevado nível de importações e crescentes preocupações sobre uma eventual baixa nas disponibilidades exportáveis da Nova Zelândia, atribuídas ao tempo seco. Os preços do leite em pó desnatado subiram em decorrência das fracas disponibilidades exportáveis na Europa. Os preços do queijo registraram baixa em decorrência dos elevados estoques nos Estados Unidos da América.

















