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Especiais Selectus nº 6086

O leite em pó subiu 21% em 15 dias e superou US$ 4.000 a tonelada

Preços/GDT – A escalada ascendente da cotação mundial do leite em pó, que começou no final de 2020, não encontra freio. Pelo contrário, no Global Dairy Trade realizado nesta terça-feira, o preço de referência do principal produto de exportação da cadeia láctea argentina deu um salto de 21%. Fechou a US$ 4.364/tonelada, bem distante dos US$ 3.615/tonelada de 16 de fevereiro.

Fonte: Fonte: Agrovoz – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Pixabay
O leite em pó subiu 21% em 15 dias e superou US$ 4.000 a tonelada

Um valor sem precedentes nos últimos cinco anos. Segundo dados do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla), no início de 2014 foi a última vez que se exportou leite em pó integral a mais de US$ 4.000 a tonelada.

O leite em pó subiu 21% em 15 dias e superou US$ 4.000 a tonelada

As fazendas leiteiras à espera

Esta impressionante elevação do valor internacional ocorre justo quando os produtores de leite organizam protestos pelos baixos preços que recebem dentro da porteira.

De acordo com a tabela do Comando Setorial elaborado pelo Departamento Nacional de Lácteos, pelo leite entregue em janeiro os produtores receberam em fevereiro a média de 22,74 pesos por litro.

Mesmo tendo sido 6,5% maior que em janeiro, é somente 31,7% mais que um ano atrás; ou seja, abaixo da inflação.

Além disso, representou US$ 0,265/litro, 8% menos que no ano passado e também abaixo do “ponto de equilíbrio” para a atividade leiteira, que é um litro de leite a US$ 0,30.

Segundo a avaliação do Ocla, janeiro de 2021 foi o quinto mês consecutivo de resultado negativo para os produtores de leite.

O leite em pó subiu 21% em 15 dias e superou US$ 4.000 a tonelada

Agora, com essa nova elevação do leite em pó, as indústrias de laticínios deverão ganhar um fòlego e poderão aumentar o preço da matéria-prima, ainda que tenham que lidar com a oposição do Governo de não permitir mais aumentos dentro do programa dos Preços Tabelados e da obrigação de manter preços máximos.

Neste contexto, a Sociedade Rural de Trenque Lauquen organizou uma assembleia com produtores da Bacia Oeste de Buenos Aires.

“Escutaram as reclamações que deixaram uma clara indignação”, destacou a entidade no comunicado que foi reproduzido pela Confederação Rural da Argentina (CRA).

“O resultado de uma fazenda média vem sendo negativo desde agosto passado. O estado participa com uma carga tributária média de 40% sobre os lácteos e não faz nenhum esforço para desonerar”, se queixaram os produtores.

Neste contexto, declararam estado de alerta e advertiram que continuarão fazendo manifestações para que não continue o fechamento de fazendas leiteiras, atividade que gera movimentação do comércio e de empregos nas comunidades onde são instaladas.

De concreto, as reclamações dos produtores da bacia oeste são cinco: que as indústrias cumpram com as atualizações de preços pactuadas para fevereiro e março; a atualização dos mínimos para o pagamento da renda bruta na província; quitar as retenções às exportações e reembolsar para compensar os impostos da cadeia; eliminação dos “ridículos” requisitos para acesso a linhas de créditos; e linhas especiais de investimento para o setor leiteiro.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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