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Negócios Selectus nº 6078

Quanto o consumidor está gastando com a alta do ICMS?

Gastos - Uma pesquisa divulgada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) mostrou que houve uma acomodação de preços em diversos produtos, após o fim do auxílio emergencial, da variação cambial estabilizada e da cadeia logística adaptada à alta variação de preços, no segundo semestre de 2020.

Fonte: Fonte: Super Varejo | Foto de capa: Pixabay
Quanto o consumidor está gastando com a alta do ICMS?

De acordo com o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela APAS/FIPE, a inflação foi de 1,0% em janeiro.

Apesar disso, a APAS informa que esse recorte está longe de ser um ciclo de quedas de preços e mostra somente uma acomodação no médio prazo. O arroz, que chegou a registrar 17% de aumento em setembro de 2020, por exemplo, começou este ano com apenas 0,67%. As safras de outros países reforçaram a oferta global e as importações provenientes da Índia e dos Estados Unidos, no final do ano passado, ajudaram também no recuo desse preço.

No caso do óleo de soja, as condições climáticas forçaram o atraso na colheita e as exportações caíram 96% comparado com janeiro de 2020. Isso causou a desaceleração dos preços, levando a inflação de janeiro a 0,03%. Em setembro de 2020 o item registrava uma alta de 30,62%.

Já a abobrinha (28,47%), chuchu (25,69%) e cebola (23,70%) foram os itens que registraram os maiores aumentos. No caso da cebola, o principal motivo foi a quantidade de chuvas fortes, no principal estado produtor (Santa Catarina).

Outros itens de hortifrutis também se fizeram presentes, mas na lista das maiores quedas do mês, entre eles: maracujá (-14,20%), mamão (-12,21%), repolho (-9,28%), limão (-7,39%), jiló (-6,69%), quiabo (-4,22%) e laranja (-3,03%).

No geral, os maiores aumentos do mês ficaram no campo do hortifrúti, com 4,35% de inflação. Os legumes, verduras e tubérculos registraram os maiores índices dentro do segmento FLV (12,16%; 6,45% e 6,36%).

Alimentos mais preocupantes

As carnes e os queijos são os alimentos que mais preocupam o setor supermercadista. Isso porque as carnes bovina, de frango e suína, que registraram respectiva variação de preços em 0,61%, 0,24% e -1,33% no mês de janeiro, sofreram muito impacto em 2020 com a alta acumulada de 16,3% (bovina), 15,81% (frango) e 31,56% (suína). Estes itens, que seriam menos impactados em janeiro se não fossem os 0,2% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) imposto pelo governo do estado de São Paulo, desde o dia 15 de janeiro, serão majorados novamente em 0,8% pelo ICMS, no dia 1 de abril. Tudo por conta do novo aumento programado por João Dória, por meio do Decreto nº 65.452, publicado em 30 de dezembro de 2020.

Já os queijos muçarela e prato, que fecharam 2020 com respectiva alta inflacionária de 35,55% e 31%, teriam iniciado 2021 com uma deflação se não fosse o aumento de 1,3% do ICMS, que passou a incidir sobre o produto, no dia 15 de janeiro. O queijo prato, por exemplo, fechou janeiro com alta de 0,47%.

A preocupação do setor tem motivo, os queijos prato, muçarela e minas ficarão 4,7% mais caros, no dia 1 de abril, em função também do novo aumento do ICMS.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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