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Especiais Selectus nº 6032

Sinais de advertência no mercado internacional de lácteos

Mercado mundial – A pandemia ameaça dar um golpe na demanda, enquanto a oferta cresce nos principais países produtores. A descompressão via exportações está em cheque, enquanto os investimentos na produção antecipam o aumento no volume de leite no médio prazo.

Fonte: CampoLitoral - Tradução livre: www.terraviva.com.br
Sinais de advertência no mercado internacional de lácteos

O mercado mundial de lácteos apresenta um panorama ameaçador pela combinação de incertezas que ainda perduram em relação à pandemia do coronavírus, o aumento da produção nos principais países produtores de leite e as restrições comerciais, como o recente pacto entre 15 países da Ásia e Pacífico, ao criar a Associação Econômica Integral Regional (RCEP).

“As preocupações sobre o enfraquecimento da demanda vão de frente com o aumento da oferta mundial, com o leite inundando o mercado”, destaca uma análises publicada pela especialista Sarina Sharp no Dairy Business de Indianápolis, nos Estados Unidos. “As infecções por coronavírus aumentam sem parar e ameaçam a recuperação econômica. É provável que isso deprima a demanda de lácteos. Cada vez mais as aulas são virtuais, as empresas e famílias reavaliam as festas de fim de ano”, sintetizou, segundo a tradução divulgada pelo Ocla.

O artigo destaca que a produção de leite nos Estados Unidos (EUA) chegou a 18.600 milhões de libras no mês passado, com aumento de 2,3% em relação a outubro de 2019, depois do forte aumento interanual registrado em setembro. “Os produtores de leite continuam obtendo avanços impressionantes na produtividade animal, que já subiu 1,9% neste ano. Desde julho a produção de leite por vaca cresce ao ritmo mais rápido desde o início de 2017”.

Com investimentos em genética e tecnologia é de se esperar que no futuro haverá um crescimento sustentável do setor.

Quanto aos outros países, Sharp diz que a produção na Europa e Reino Unido superaram a do ano anterior em respeitáveis 1,4% em setembro. Na Nova Zelândia o aumento foi de 1,7% no mesmo mês, enquanto a produção na Austrália aumentou 2%. A produção de leite na Argentina subiu 3,6%. Em outubro, no México, principal mercado de exportação norte-americano, a produção de leite subiu 1,6%.

“Se a indústria de laticínios dos EUA continuar se expandindo neste ritmo, precisaremos aumentar as exportações, mas, isso será difícil com o crescimento de nossos concorrentes. A fraqueza do dólar e os preços relativamente baixos dos produtos lácteos deveriam ajudar, mas a indústria continua cedendo terreno na frente política. Esta semana, 15 nações da Ásia e Pacífico firmaram o RCEP, o maior acordo de livre comércio do mundo. Entre os signatários estão exportadores de lácteos como Austrália e Nova Zelândia, e importadores de peso como China, Coreia do Sul, Filipinas e Vietnã.

“A grande produção de leite continua afetando os preços dos produtos lácteos, ainda que os pós tenham demonstrado certa resistência”, advertiu a analista.  

Acesse aqui a matéria na íntegra 

Foto de capa: Pixabay.com

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