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Setorial Selectus nº 6020

Exportações do agronegócio caíram 6,2% em outubro, para US$ 8,2 bi, diz ministério

Exportações do agronegócio - O forte ritmo de embarques de soja e carnes arrefeceu e as exportações brasileiras do agronegócio encerraram outubro em queda na comparação com o mesmo mês de 2019, apesar do forte aumento das vendas de açúcar.

Fonte: Valor Econômico
Exportações do agronegócio caíram 6,2% em outubro, para US$ 8,2 bi, diz ministério

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, as exportações setoriais renderam US$ 8,181 bilhões no mês passado, 6,2% menos que em outubro do ano passado. As importações recuaram 0,2%, para US$ 1,203 bilhão, e com isso o superávit foi 7,2% menor (US$ 6,978 bilhões). 

Tradicional carro-chefe da balança do campo, o chamado “complexo soja”, que inclui o grão e seus derivados (farelo e óleo), registrou desempenho bem inferior ao de um ano atrás, mas basicamente por causa do forte avanço observado nos meses anteriores. 

Em outubro as exportações do segmento renderam US$ 1,44 bilhão, uma queda de 39% ante o mesmo mês de 2019. “As exportações de soja em grão foram de quase 2,5 milhões de toneladas, ou praticamente a metade da quantidade exportada em outubro de 2019. 

Com essa queda, o valor exportado do grão recuou de US$ 1,83 bilhão para US$ 913,46 milhões”, informa o balanço do ministério. Com a queda da soja, as carnes assumiram a ponta dos embarques do setor em outubro, embora também tenham registrado performance negativa na comparação anual. As vendas do segmento ao exterior renderam US$ 1,464 bilhão, uma retração de 9,7%.

“As vendas externas de carne bovina e de frango recuaram 7,9% e 21,7%, respectivamente. Por outro lado, as exportações de carne suína registraram crescimento de 24,7% em outubro, chegando ao recorde de US$ 198,25 milhões exportados. Somente a China importou US$ 116,37 milhões (+55,1%), ou 58,7% do valor total exportado pelo Brasil de carne suína. A região administrativa especial chinesa de Hong Kong foi a segunda maior importadora, com US$ 20,96 milhões (-25,8%), ou 10,6% do valor total exportado pelo Brasil”, detalhou o ministério.

Os números da Pasta mostram que o grande destaque positivo da balança do agronegócio no mês passado foi o segmento sucroalcooleiro. Puxados pelo açúcar, os embarques nessa frente aumentaram 113,3% ante o mesmo mês de 2019, para US$ 1,388 bilhão. “As vendas externas de açúcar subiram 121%, passando de US$ 543,96 milhões, em outubro de 2019, para US$ 1,2 bilhão em outubro de 2020. A

 China foi a maior importadora, com US$ 311,74 milhões em aquisições, ou 25,9% do valor total exportado pelo Brasil”, afirmou a Pasta. Apesar de forte avanço das vendas de açúcar à China, a participação do país asiático nas exportações do agronegócio brasileiro caiu em outubro, sobretudo por causa dos recuos das vendas de soja. 

Conforme o ministério, a fatia chinesa na receita total dos embarques recuou de 32,4%, em outubro de 2019, para 26,5% no mês passado. Nos primeiros dez meses do ano, conforme o ministério, as exportações brasileiras de produtos do agronegócio somaram US$ 85,849 bilhões, 5,7% mais que em igual intervalo do ano passado. As importações recuaram 9,6% na comparação, para US$ 10,383 bilhões, e o superávit foi 8,2% maior (US$ 75,457 bilhões)

Soja e derivados puxaram os embarques de janeiro a outubro (US$ 33,690 bilhões, alta de 17,8%), seguidos por carnes (US$ 14,104 bilhões, alta de 4,9%), produtos florestais (US$ 9,449 bilhão, queda de 15,1%) e açúcar e etanol (US$ 8,061 bilhões, alta de 59,7%)

Foto da capa: Pixabay

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