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Especiais Selectus nº 6019

NZ – Desafios para os próximos meses

Preços/NZ – “Em tempos normais, fora da Covid, eu viajo por todo o país visitando fazendeiros e conversando com processadores para ter uma ideia de como está a produção da Nova Zelândia”, disse Emma Higgins, a única analista de laticínios do RaboResearch, uma divisão do Rabobank.

Fonte: InfoCampo - Tradução livre: www.terraviva.com.br
NZ – Desafios para os próximos meses

“Eu cubro o setor lácteo da Nova Zelândia, mas existem colegas em todo o mundo que cobrem a indústria de laticínios em suas regiões, e então reunimos nossas informações para analisar como está a oferta e a demanda de leite em todo o mundo”.

Isso credencia o Rabobank a fazer previsões sobre o preço do leite ao produtor da Nova Zelândia, embora seja uma tarefa “bastante desafiadora e complexa”, para acertar disse Emma.

A previsão conservadora, no momento, é de NZ$ 6,35/kgMS, [R$ 1,80/litro], mas continua dependendo das flutuações no comércio global de lácteos nos próximos meses e de quanta demanda ainda haverá para a China.

“As compras chinesas foram fortes na maior parte do ano. Mas, vemos que a produção de leite local aumenta na China, trazendo certa preocupação quanto à estratégia de compras do gigante asiático. Isso representa um risco. Acreditamos que os seus níveis de estoques são os mais elevados desde 2014, e isto não é normal”.

Entretanto, o sucesso da Nova Zelândia na gestão do Covid-19 significa que estamos sendo vistos como “um mercado seguro e confiável”, o que valoriza “a procedência” dos produtos kiwis, “representando uma oportunidade”, disse Higgins.

“Em suma, não podemos esquecer que estamos no meio de uma pandemia, com novos bloqueios na Europa diante de uma segunda onda. Tudo isso afeta o mercado”. As regulamentações ambientais provocam mais impactos. Para Higgins, “a sustentabilidade é necessária, mas os problemas estão nos detalhes. Não discutimos as mudanças, mas quais as ferramentas e ações os produtores terão disponíveis para que possam cumprir os objetivos ambientais”. Um verão seco como o que está sendo previsto diante do padrão climático La Niña em Canterbury, também terá efeitos intensos.

“Acho que os produtores são resistentes e têm grandes desafios para enfrentar. É preciso reconhecer que é para ser um fazendeiro, a pessoa precisa ser muito especial”, disse Higgins.

“Agora que tenho filhos, gosto de voltar a Nelson, onde fui criada, para a fazenda da família, mas não me vejo assumindo uma atividade agropecuária de forma integral, porque simplesmente não tenho as habilidades práticas. Fico mais feliz falando sobre vacas”.

Foto de capa: Pixabay.com

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